Primeira Página
Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010, 10h:20
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OPOSIÇÃO SISTEMÁTICA
Encontro do DEM reforça críticas a Maggi
Junto com o PSDB, democratas detonaram a gestão Blairo Maggi, pontuando série de falhas do atual governo
JEAN CAMPOS
Da Reportagem
Críticas às fragilidades do governo de Blairo Maggi (PR) deram o tom do Encontro Estadual do DEM, em Cuiabá, na manhã de ontem, antecipando o discurso oposicionista na Eleição 2010. O ato, prestigiado por cerca de 500 correligionários que aclamaram a candidatura de Jayme Campos ao governo, contou com a presença dos principais líderes tucanos de Mato Grosso. O senador afastou de vez a possibilidade de compor na aliança encabeçada pelo vice-governador Silval Barbosa (PMDB), defendendo o rompimento dos parlamentares democratas com o governo e a entrega imediata de 250 cargos no âmbito estadual. Visivelmente descontente com a gestão Maggi, o senador usou as palavras traição, injustiça e menosprezo para definir o tratamento que recebeu durante os oito anos de administração do republicano. O que eu quero é que o próximo governo respeite seus aliados. O Democratas não quer ser tratado como mercadoria de segunda categoria. Portanto, caminhar junto com Wilson Santos é uma questão de sobrevivência política para o DEM, discursou Jayme. Ele fez um apelo aos resistentes à aliança com o PSDB para que apóiem o tucano caso não seja apontado como o candidato ao governo. Ao lado dos líderes democratas o senador Gilberto Goellner; o ex-governador Júlio Campos; o presidente estadual do partido, Oscar Ribeiro; os deputados Dilceu Dal Bosco, Gilmar Fabris, José Domingos Fraga e Chica Nunes; prefeitos municipais, marcaram presença no encontro figuras tucanas: o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos; a presidente do PSDB de Mato Grosso, deputada federal, Thelma de Oliveira; e o ex-senador Antero Paes de Barros. Confirmando a simpatia pela candidatura do democrata Jayme Campos, a presidente estadual do PP Mulher e esposa do deputado José Riva (PP), Janete Riva, prestigiou o evento. Em tom populista, Jayme acusou o governador Blairo Maggi de ter privatizado o acesso ao Palácio Paiaguás. A primeira medida que vou tomar quando assumir o governo será derrubar a cerca que existe no Palácio Paiaguás, local do povo. Ali tem até roleta. Pobre não entra naquele lugar desde que a turma da botina assumiu, planejou Jayme, convicto de sua vitória na disputa eleitoral. Prometendo uma revolução social em Mato Grosso, Jayme criticou o salário dos Policiais Militares afirmando ser menor que o do Piauí um dos Estados mais pobres do Brasil - e apontou a necessidade de novos investimentos nos setores da saúde e educação. Mesmo com uma arrecadação de R$ 11 bilhões anual, o governo consegue deixar mais de duas mil pessoas nas filas de espera para cirurgias nos hospitais públicos. Isso é inadmissível, apontou o senador, em seguida, ovacionado. A recente entrega de maquinários pelo governo do Estado aos 141 municípios do Estado também foi alvo de críticas. Jayme avaliou que o saco de bondades trará impactos financeiros ao sucessor de Blairo no comando do Poder Executivo. É fácil entregar as máquinas agora para o próximo governador pagar, disse, referindo-se ao financiamento dos equipamentos junto ao BNDES que irá durar 20 anos. Jayme Campos ainda acusou Blairo Maggi de infringir a legislação ao adotar medidas visando benefício político-eleitoral. Depois de oito anos, ele (Blairo Maggi) achou que o gás de cozinha estava caro e decidiu reduzir de 17% para 12% o ICMS do produto. Quero ver ele zerar o imposto. Aí sim seria uma atitude louvável, desafiou o ex- aliado de Blairo.