O deputado e ex-prefeito de Cuiabá, Roberto França, rebate a tese de que seu papel será decisivo nas próximas eleições na Capital. Com uma base eleitoral estimada pelo político de 10% dos votos em Cuiabá, França defende que ele ou qualquer eventual candidato que apóie só irá assegurar a vitória nas urnas com uma campanha forte e combativa. Questionado sobre uma aparente "modéstia" nas projeções de votos, França declara que "nenhum político tem reduto eleitoral garantido sem uma campanha forte", conforme define. "A prova disso é que consegui só a suplência no ano passado", atesta o político. Prefeito por dois mandatos, ele ocupa hoje a cadeira do eleito Gilmar Fabris (DEM) na Assembléia Legislativa. Com uma passagem "meteórica" pelo PR e atualmente sem partido, ele agora ensaia a filiação ao Democratas. O ingresso no DEM é encarado apenas como uma questão de tempo no meio político. Alheio ao PSDB, PMDB e PP, além do racha com o grupo de Sérgio Ricardo explícito na saída do PR, restaria a afinidade ao DEM, ex-PFL, como garantia da nova diretriz política de França. Porém, ao se isentar do projeto de nova candidatura ao Palácio Alencastro, França admite que a adesão ao DEM até o dia 5 de outubro implicará em pressão por líderes e alas do partido para a investida no próximo pleito. "Não sou candidato. Minha meta futura é a de deputado estadual. É ruim ficar sem partido, mas tudo tem seu tempo certo. Se eu entrar agora, sei que terei pressão sobre os ombros". Na semana passada, informações ventiladas nos bastidores apontavam datas diversas para a filiação, mas os rumores não se confirmaram. Na sexta-feira (28), França recebeu em seu escritório a cúpula do DEM sob o reforço do convite de adesão. (JS)