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Terça-feira, 15 de Maio de 2012, 21h:54

FRAGA

Deputado afirma que pode voltar ao staff estadual

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
O ex-secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, deputado José Domingos Fraga (PSD), nega o seu interesse em disputar a prefeitura de Sorriso no pleito deste ano. Para ele, o partido possui outros nomes fortes no município. “Eu só saio se eu puder agregar um número bom de partidos, formar um arco forte de alianças. Mais acredito que isso não deva acontecer, porque tenho mandato e Sorriso tem outros nomes bons”. O parlamentar ressalta que a decisão em torno do nome deve ser tomada até o final do mês. Com relação a sua volta ao 1° escalão estadual, Fraga afirma que há grandes possibilidades, uma vez que o governador já “sinalizou” a vontade de ter o PSD de volta em seu staff. No entanto, ele afirma que isso só deve acontecer após a realização da reforma administrativa na máquina. “O governador tem reintegrado a vontade de nos ter de volta. A bancada já se reuniu com ele, expôs sua posição e ele ficou de trabalhar na reforma por menor que ela seja”. De acordo com o secretário-geral da legenda, deputado José Riva, o foco da sigla não é reaver cargos, mas sim dar mais agilidade a máquina. “Se ele fizer a reforma, estamos abertos para conversar. Mas o nosso objetivo não é assumir uma secretaria e sim a realização da reforma para melhorar a administração”. O presidente estadual do PSD, vice-governador Chico Daltro, reforça o discurso de Riva e afirma que a atitude de entregar os cargos em fevereiro foi uma maneira que a cúpula encontrou de apoiar o governador. “Estamos apoiando o governador desta forma. Nos colocamos a disposição de ajudá-lo, independentemente de cargos”, afirma. No entanto, Fraga faz questão de ressaltar que, caso Silval opte por fazer a reforma reivindicada por eles e resolva chamá-lo para assumir uma pasta, irá estabelecer algumas condições. “Eu preciso de autonomia financeira, porque se for para eu passa por tudo que passei de novo eu não volto. Eu não tenho como trabalhar assim, eu sofri muito, me humilhei para fazer meu trabalho, para ser hábil e competente”. Além do PSD, outra sigla que aderiu a este discurso de reforma administrativa foi o Partido da República (PR). Segundo o presidente estadual da legenda, deputado federal Wellington Fagundes, este é o “momento certo” para adotar a medida. A decisão dos republicanos, entretanto, foi tomada após polêmicas envolvendo a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) e a Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager), que eram administradas por seus correligionários.

Edição EDIÇÃO 16959




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