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Sexta-feira, 28 de Maio de 2010, 21h:47

ESCÂNDALO DAS MÁQUINAS

Delegacia amplia investigações

JEAN CAMPOS
Da Reportagem
A Delegacia Fazendária ampliou para 32 o número de municípios que terão os caminhões e máquinas do programa “MT 100% Equipado” inspecionados por equipe técnica. O trabalho faz parte das investigações sobre suposto superfaturamento na aquisição dos equipamentos que inclui denúncia de que teriam sido entregues aos 141 municípios do Estado sem as especificações técnicas incluídas nas notas fiscais pagas pelo governo. Um avião da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) está à disposição de um delegado de polícia e dois peritos técnicos que estão em fase de conclusão de relatório de análise dos equipamentos de 11 municípios que já percorreram. As 21 cidades que ainda serão percorridas não foram divulgadas, contudo a assessoria de imprensa da Polícia Judiciária Civil informou que as vistorias estão sendo realizadas por amostragem obedecendo critérios objetivos. Informou também que, nas demais localidades do Estado que possuem delegacias, os policiais lotados estarão responsáveis por registrar os equipamentos por meio de fotografias e encaminhar o documento à Capital. Outro relatório da Auditoria Geral do Estado (AGE), apresentado nesta semana, aponta que R$ 44 milhões foram superfaturados na aquisição que custou um total de R$ 241 milhões. O recurso foi viabilizado por meio de financiamento junto ao BNDES, que irá durar 20 anos. A aquisição foi feita pelo então governador Blairo Maggi (PR), que deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal. Com exceção dos ex-secretários de Administração, Geraldo De Vitto, e de Infraestrutura, que pediram demissão, nenhum servidor estadual envolvido nas licitações foi afastado. As investigações tiveram início no dia 29 de março, quando o Ministério Público recebeu denúncia anônima noticiando que houve o pagamento de propina por parte das empresas vencedoras dos pregões aos servidores responsáveis pela realização da licitação e, desta forma, teria sido ajustado que tais empresas seriam as vencedoras do certame. As empresas vencedoras teriam aumentado o valor final dos produtos para evitar prejuízo em razão da alta propina paga. A mesma denúncia virou uma ação popular que tem como autor Antonio Sebastião Gaeta e réus o estado de Mato Grosso, o ex-governador Blairo Maggi (PR), o secretário Éder Moraes (Casa Civil) e os ex-secretários Geraldo De Vitto (Administração) e Vilceu Marchetti (Infraestrutura), além do BNDES.

Edição EDIÇÃO 16961




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