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Primeira Página
Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010, 11h:56

Defesa cita pressão da imprensa

O advogado Marcus Vinicius Witckzak, responsável pela defesa de cinco dos 10 magistrados envolvidos apelou, em sustentação oral durante a sessão de julgamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para que os membros da entidade não pautassem o julgamento pelas pressões exercidas por órgãos de imprensa. Ele também argumentou que todos os pagamentos feitos aos magistrados são legais, embora admita que o TJ nunca adotou critérios objetivos para o pagamento de créditos pendentes. Ele também defendeu que não há como se falar em privilégio, sendo que mais de 300 magistrados também receberam verbas de créditos pendentes. ARGUMENTO DA DEFESA Witckzak também afirmou que o então corregedor-geral de Justiça, desembargador Orlando Perri, agiu com truculência e implantou um “clima de terror” durante as investigações. “A juíza Maria Cristina de Oliveira Simões foi pressionada e certa vez foi intimada pelo corregedor (Orlando Perri) por telefone durante uma audiência e exigiu sua presença na corregedoria naquele momento. Chegando lá, estavam ele (Perri) e o presidente do Tribunal de Justiça (Paulo Lessa) querendo que ela explicasse sobre os tais pagamentos”, defendeu o advogado. Outros dois advogados também fizeram sustentação oral para defender seus clientes. Nenhum dos magistrados envolvidos assistiu à sessão no plenário do CNJ, em Brasília. (AA)

Edição EDIÇÃO 16959




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