Enquanto o governo do Estado aperta o cinto e já anuncia uma contenção de gastos, o secretário de Comunicação de Cuiabá, Carlos Brito (PSD), destaca as finanças da prefeitura. Ele garante que as contas de 2011 foram fechadas com saldo positivo, diferentemente do governo de Mato Grosso. Hoje, a prefeitura está bem. Houve uma inversão: enquanto o Estado segura o orçamento da máquina, estamos equilibrados, declara Brito. A ideia é divulgar o balanço do ano passado nos próximos dias. Questionado sobre as críticas tecidas pelo vereador Toninho de Souza (PSD), Brito diz que cada um fala o que deseja e os posicionamentos precisam ser respeitados. Ocorre que Toninho não se conteve e chegou a falar que a Câmara era uma espécie de puxadinho da prefeitura, sempre realizando tudo que o Executivo manda. O vereador ainda reclamou pelo fato de seu nome e do colega Domingos Sávio (PMDB) não terem sido incluídos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Cemat. Carlos Brito se defende fazendo uma pequena retrospectiva ao lembrar que a questão da concessão da água em Cuiabá está sendo discutida há muitos anos. Ele assegura que o falecido ex-governador Dante de Oliveira (PMDB), o ex-prefeito Roberto França (DEM) e o também ex-prefeito Wilson Santos (PSDB) já pleiteavam a ação concretizada por Galindo. A municipalização da extinta Sanemat seria uma prova disso. Venderam a Cemat à iniciativa privada e o Estado entregou a Sanemat para o município. É só olhar para a história que entenderão que a concessão da Sanecap não foi uma ação inesperada e malplanejada, rebate o secretário. Brito diz que o prefeito não fala em eleição, mas frisa que se fosse pensar em disputa eleitoral muitas ações não teriam sido concretizadas. O prefeito teve que fazer muita coisa impopular, mas o próximo governante vai desfrutar das qualidades e saberá reconhecer, prevê Brito.