NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

Primeira Página
Quinta-feira, 11 de Março de 2010, 22h:28

Conselheiro aponta conluio para desviar verbas

JEAN CAMPOS
Da Reportagem
Responsável por atribuir o termo “quadrilha” ao suposto esquema de desvio de verbas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ) para uma cooperativa de créditos ligada à maçonaria, o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Jefferson Luis Kravchychyn, voltou a criticar a corrupção no Poder Judiciário, em visita a Cuiabá. Ele participou, ontem à noite, da posse dos novos membros do Tribunal de Defesa das Prerrogativas, no auditório da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso, onde proferiu palestra sobre as prerrogativas dos advogados. Pela manhã, Jefferson Luis se encontrou com o presidente do TJ, desembargador José Silvério Gomes, e outros 19 desembargadores, para conhecer a estrutura do Judiciário no Estado e, em seguida, concedeu entrevista coletiva. Sem abandonar o tom polêmico das declarações, e sempre ponderando o discurso, o representante da OAB no CNJ não poupou nem mesmo o prédio do Tribunal de Justiça em seu comentário se comparado com a realidade do interior do Estado. “Não é só em Mato Grosso que isso acontece. São grupos que se unem para praticar atos altamente lesivos ao patrimônio público que se enquadram nos atos praticados por uma quadrilha. Ninguém age sozinho, há um conluio para desviar recursos. Isso não pode ficar impune”, afirmou Kravchychyn, durante entrevista coletiva, referindo-se às acusações contra magistrados de Mato Grosso acusados de desviar recursos do Tribunal. Ele foi um dos conselheiros que votou pela aposentadoria compulsória e afastou, por unanimidade, os desembargadores Mariano Travassos, José Ferreira Leite e José Tadeu Cury, além dos juízes Marcelo Souza de Barros, Antônio Horácio da Silva Neto, Irênio Lima Fernandes, Marco Aurélio dos Reis Ferreira, Juanita Clait Duarte, Graciema Ribeiro de Caravellas e Maria Cristina Oliveira Simões. Ao comentar sobre outra decisão do Conselho Nacional de Justiça, que julgou parcialmente procedente a acusação de irregularidades na contratação da empresa responsável pela auditoria que revelou o desvio no Tribunal, o conselheiro Jefferson Luís Kravchychyn ressaltou que “há equívocos em algumas interpretações”. Ele defendeu que a decisão não abre brecha para que os magistrados punidos consigam retornar ao cargo alegando invalidez da auditoria. “A decisão do Pleno do CNJ pela aposentadoria compulsória dos envolvidos não está embasada na auditoria contratada em Mato Grosso. O Tribunal de Contas da União e o próprio CNJ investigaram as denúncias. A auditoria serviu apenas como notícia de que havia irregularidade”, explicou o conselheiro. O CNJ determinou, nesta semana, o encaminhamento do processo à Corregedoria Nacional de Justiça para apuração de eventual responsabilidade disciplinar, penal ou no campo da improbidade administrativa.

Edição EDIÇÃO 16965




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL