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Sábado, 06 de Junho de 2009, 16h:00

EXPULSÃO

Chica será intimada pelo conselho tucano

Deputada deve apresentar sua defesa ao Conselho de Ética e Disciplina do PSDB Estadual contra o pedido para ser expulsa da sigla

RAFAEL COSTA
Especial para o Diário
A deputada estadual Chica Nunes (PSDB) deverá ser intimada nesta semana para apresentar defesa ao Conselho de Ética e Disciplina do PSDB estadual. O pedido de expulsão da parlamentar da legenda foi requerido em 15 de abril pelo membro do Conselho de Ética e Disciplina de Cuiabá, Valmir Molina, e, logo depois, referendado pelos militantes da Juventude tucana. Embora o pedido tenha sido formalizado há dois meses, ainda falta ser designado um relator ao processo que pode expulsar a parlamentar do ‘tucanato, o que deverá ocorrer também nesta semana. Após a escolha do relator, Chica Nunes será intimada a apresentar a defesa. A parlamentar poderá incluir testemunhas no processo disciplinar. É responsabilidade do relator do procedimento notificá-la para assim encaminhar a Chica Nunes uma cópia do pedido de expulsão e solicitar que seja feita a defesa perante a comissão. Após este procedimento membros do Diretório Estadual serão convocados para votar o pedido de expulsão. A ala do PSDB contrária a permanência da deputada Chica Nunes na sigla argumenta que a parlamentar não faz oposição ao governador Blairo Maggi (PR) e tampouco se preocupa em auxiliar o prefeito Wilson Santos. Alegam também desgaste na imagem do partido por conta da acusação de Chica Nunes ter desviado R$6,3 milhões dos cofres da Câmara Municipal de Cuiabá enquanto vereadora. Por conta disso, Chica Nunes e seu marido Marcelo Ribeiro (PP) já foram denunciados formalmente pelo Ministério Público Estadual (MPE) por formação de quadrilha e peculato (apropriação do dinheiro público). A parlamentar ainda tem o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por compra de votos, mas se mantém no cargo graças a uma liminar obtida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ribeiro foi eleito em 2008, prefeito de Barão de Melgaço, mas está com o mandato cassado também por prática de crime eleitoral. Esta semana, o Tribunal Regional Eleitoral conclui o julgamento para decidir se mantém ou não a cassação em primeira instância.

Edição EDIÇÃO 16959




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