Primeira Página
Sábado, 22 de Junho de 2013, 17h:10
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AO GOVERNO
Bezerra nega apoio a Eder em 2014
Presidente do PMDB, Carlos Bezerra diz que, internamente, o caminho que se tem trilhado para Eder Moraes é de candidatura a deputado estadual
PRISCILLA VILELA
Da Reportagem
Presidente regional do PMDB, o deputado federal Carlos Bezerra não se mostra à vontade com o já declarado desejo do secretário-chefe de Articulação Institucional de Mato Grosso em Brasília, Eder Moraes (PMDB), de se candidatar ao governo do Estado em 2014. Bezerra chega a ironiza a possibilidade, questionando se o mais novo filiado da agremiação já estaria querendo chegar por cima, ao invés de começar com cargos menores. Demonstrando-se enfático em não apoiar a empreitada, o deputado pondera que, internamente, o que tem sido articulado é que Eder seja postulante a uma das 24 vagas da Assembleia Legislativa. Ele já quer chegar por cima? O que eu havia ficado sabendo é que ele iria disputar a uma vaga para deputado estadual, pontua. Eder se filiou ao PMDB recentemente e planeja um grande evento para oficializar o fato nos próximos dias. Ex-integrante do PR, ele abandonou a sigla ainda no ano passado, quando decidiu ir contra a decisão da agremiação de apoiar Mauro Mendes (PSB) à prefeitura de Cuiabá e se manteve ao lado do candidato de oposição, o petista Lúdio Cabral, que acabou derrotado. Mesmo antes de se juntar à legenda peemedebista, o secretário já havia anunciado interesse em disputar o comando do Executivo no ano que vem. Agora, no entanto, ele terá que batalhar por apoio dos colegas de partido. Presidente da AL e líder do governo no Legislativo, o deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB) é um dos que já havia rechaçado a ideia. O Eder vai querer roubar o lugar da presidente Dilma (Rousseff). No que depender de mim, ele não será candidato ao Governo, ironizou. A maior expectativa dentro da aliança PT-PMDB é de que o juiz federal Julier Sebastião da Silva se filie a um dos partidos e concorra à sucessão do governador Silval Barbosa (PMDB). Ele deve disputar contra os senadores Pedro Taques (PDT) e Blairo Maggi (PR). Contudo, até o momento, o magistrado se manteve em silêncio. Quanto a Eder, até mesmo sua filiação não era vista com bons olhos por alguns. Romoaldo foi um destes. Além da questão política partidária, o secretário-chefe enfrentar problemas com a opinião popular. Ele teve seu nome envolvido em suspeita de irregularidades quando foi secretário extraordinário da Copa. Um exemplo é o caso da aquisição, por cerca de R$ 14 milhões, de 10 veículos da marca Land Rover que serviriam para fazer a fiscalização da fronteira. Há suspeitas de superfaturamento e a Justiça chegou a decretar o bloqueio de bens dele e de outros diretores da extinta Agecopa recentemente. Em todo o caso, se conseguir a candidatura, Eder deverá enfrentar seu algoz, o senador Pedro Taques (PDT), que já é tido como confirmado no pleito. Além do pedetista, Blairo Maggi (PR) também é cotado para a disputa. Ele, contudo, tem resistido em confirmar se vai se candidatar.