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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

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Sábado, 18 de Agosto de 2012, 13h:38

‘GRANDES ATOS’

Atenção com gasto é o impeditivo

RENATA NEVES
Da Reportagem
Em ritmo morno, a campanha eleitoral a prefeito de Cuiabá segue marcada pela ausência de "grandes atos". Até o momento, apenas os candidatos Mauro Mendes (PSB) e Lúdio Cabral (PT) realizaram atividades que reuniram considerável número de pessoas. O grande ato de campanha realizado por Mendes até o momento foi um comício que contou com a participação de centenas de pessoas, além de importantes lideranças estaduais e nacionais, como os senadores Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB), ambos representantes do Distrito Federal, e os mato-grossenses Blairo Maggi (PR) e Pedro Taques (PDT). Já Lúdio Cabral realizou uma caminhada pelo Centro Histórico de Cuiabá e, conforme agenda encaminhada à imprensa, um arrastão pelo bairro Jardim Vitória. No centro de Capital, também esteve em passeata com o governador Silval Barbosa (PMDB). Os candidatos Guilherme Maluf (PSDB), Carlos Brito (PSD), Procurador Mauro (Psol) e Adolfo Grassi (PPL) ainda não mobilizaram grande quantidade de eleitores em um único ato e seguem participando de pequenas reuniões em bairros. A realidade de hoje difere da de outras épocas, nas quais os grandes comícios, arrastões e carreatas paravam a cidade e mobilizavam centenas de pessoas. Na avaliação de marqueteiros com experiência em organização de campanha, além de custar caro, os atos não produzem hoje o mesmo resultado de antes, por isso os candidatos estão buscando outras formas de se comunicar com os eleitores. Recém-desligado da coordenação de campanha de Maluf, o publicitário Mauro Cid afirma que a realização de grandes atos implica em gastos de igual magnitude, por isso a estratégia tem sido evitada pelos candidatos. Como exemplo, cita o comício realizado por Mendes, que, segundo ele, teve que mobilizar ao menos 30 ônibus para levar as pessoas ao local. "O fator preponderante para a campanha estar ‘morna’ é a questão financeira". Para o publicitário, o corpo-a-corpo dos candidatos com os eleitores garante resultados mais eficientes. "As avaliações que nós, marqueteiros, fazemos é de que apenas 30% de toda essas grandes mobilizações trazem algum resultado. Para não ter perdas, a solução é entrar nos bairros e fazer visitas de casa em casa". Outra aposta, em sua opinião, é o horário gratuito no rádio e na televisão. "É algo que já está pago desde o início da campanha, diferente de cada mobilização que o candidato precisa desembolsar novos recursos". Embora não esteja acompanhando de perto a eleição em Cuiabá, o marqueteiro Júlio Valmórbida, que coordenou a campanha do senador Blairo Maggi (PR) em 2010 e também já trabalhou com então candidato a prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), em 2004, e com o ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB), em 2002, afirma que o processo eleitoral mudou muito ao longo dos anos, o que explicaria a alteração de comportamento dos candidatos. "Normalmente se faz esses atos para demonstrar a força da candidatura. No entanto, com a proibição dos ‘showmícios’, esses eventos não atraem mais ninguém. Hoje, percebemos a ausência de participação popular, a não ser de cabos eleitorais e algumas poucas militâncias, que normalmente são pagas para estarem ali".

Edição EDIÇÃO 16959




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