O advogado do procurador-geral do município, José Antônio Rosa, diz que sua prisão foi desnecessária. Para Ulisses Rabaneda, houve certo exagero do Ministério Público Federal (MPF) em pedir a prisão do procurador. O defensor esteve ontem pela manhã na sede da Polícia Federal e disse que não havia nenhuma acusação direta a José Antônio Rosa. Rabaneda afirmou que o envolvimento de seu cliente com as licitações em questão são estritamente peculiares ao cargo de procurador que ocupa. Ele também disse que ontem mesmo iria entrar com um pedido de Habeas Corpus junto ao Tribunal Regional Federal (TRF), 1ª Região, em Brasília, por entender que não haja motivos para que Rosa continue atrás das grades. Ele também não descartou a possibilidade de pedir a suspeição do juiz Julier Sebastião da Silva, que assinou os pedidos de prisão de todos os acusados. Rabaneda lembrou que Julier já deu declarações que insinuam uma possível candidatura ao governo do Estado. Além disso, segundo ele, Julier, antes de ser magistrado, foi filiado ao PT, partido adversário do PSDB, sigla à qual José Antônio Rosa é filiado. Um juiz que se diz candidato ao governo não poderia despachar num caso como esse, por isso toda essa discussão foi levantada, explicou o advogado. No entanto, mesmo assim, Rabaneda esclareceu que a prioridade da defesa é conseguir revogar o pedido de prisão do procurador. Pela manhã, na sede da Superintendência da Polícia Federal foi uma verdadeira movimentação entre familiares dos empresários e advogados dos supostos envolvidos. Os assessores querem tomar conhecimento de toda a acusação para pedir o relaxamento da prisão.