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Segunda-feira, 21 de Maio de 2007, 21h:19

10 obras paralisadas no Estado

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Júlio Campos, explicou ontem, na comemoração dos 36 anos do TCE, que quando o Tribunal identifica superfaturamento ou desvio do dinheiro público, o processo é encaminhado ao Ministério Público e as obras são paralisadas e o prejuízo maior. Um desses exemplos é a construção do Hospital Central de Cuiabá, que teve início em 1984, na gestão do então governador Júlio Campos. O procurador-geral, João Virgílio disse que são ao todo 10 obras sem continuidade no Estado. Paralisada há 23 anos, a construção do HC passou por cinco gestores e não saiu do esqueleto. No lançamento do pacote de Obras, denominado de “PAC Regional”, o governador Blairo Maggi (PR) sustentou que não continuará a obra. Há uma constatação técnica de que o projeto está ultrapassado e não atende à atual demanda. “Aquela carcaça de prédio será transformado numa espécie de Secretaria de Saúde. Com pequenas modificações, poderá ser usado como órgão público, porque está bem localizado, dentro do CPA. Dá até para usar o primeiro piso como um Pronto Socorro de apoio. O que não pode é esse pacote de obras ficar mais de 20 anos parado”, considerou. Lançado para servir de referência, entre denúncias de superfaturamento e contingenciamento de verbas, a construção já consumiu R$ 14 milhões. (TR)

Edição EDIÇÃO 16965




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