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Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

POLÍTICA
Quinta-feira, 30 de Abril de 2026, 08h:32

PECULATO E LAVAGEM DE DINHEIRO

Ação do MP mira deputado e irmão vereador por desvio de emendas

Os dois políticos, ligados ao bolsonarismo em Mato Grosso, são acusados de esquema com dinheiro público

Da Redação
Divulgação
O deputado Elizeu Nascimento e o vereador Cezinha Nascimento: irmãos na mira de operação por acusação de desvio de emendas parlamentares

Operação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), nesta quinta-feira (30), tem como alvos o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e seu irmão, o vereador cuiabano Cezinha Nascimento (União).

Os dois políticos, ligados ao bolsonarismo em Mato Grosso, são acusados de desvio de emendas parlamentares.

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Ambos são alvos da Operação Emenda Oculta, conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do MP.

A operação cumpriu medidas cautelares de busca e apreensão contra servidores, particulares e os dois parlamentares. 

A investigação apura um esquema de desvio de emendas destinadas ao Instituto Social Mato-Grossense (Ismat) e ao Instituto Brasil Central (Ibrace).

Os recursos eram repassados à empresa Sem Limite Esporte e Evento Ltda.

Após o recebimento dos valores, a empresa devolvia parte do montante aos parlamentares responsáveis pelas emendas.

A ação é um desdobramento da Operação Gorjeta, que apurou o desvios de verbas do vereador Chico 2000 (PL) por meio do Instituto Ibrace. 

Em janeiro deste ano, o vereador Chico 2000 foi alvo da Polícia Civil, que apurou o desvio de recursos públicos e a prática dos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Além do vereador, a operação também mirou o presidente do Instituto Brasil Central (Ibrace), Alex Jones Silva, e o empresário João Nery Chiroli, da empresa Chiroli Uniformes. 

A Polícia Civil aontou que servidores, empresários e o vereador, teria se associado para direcionar emendas parlamentares ao instituto e à empresa, sendo que parte dos recursos era posteriormente “devolvida” ao vereador Chico 2000, responsável pela destinação das emendas. 

Após a operação, o juiz Cássio Leite de Barros Netto determinou a realização de auditoria, no prazo de 120 dias, em 12 emendas destinadas por vereadores de Cuiabá ao Instituto Brasil Central (Ibrace). 

Das 12 emendas a serem auditadas, sete são de autoria do vereador Chico 2000, totalizando R$ 3,65 milhões. Ele foi afastado do cargo e teve bens bloqueados na operação, assim como o Ibrace. 

Outras três emendas são de autoria dos vereadores Cezinha Nascimento (União), no valor de R$ 728 mil, e Dídimo Vovô (PSB), no total de R$ 100 mil, além do ex-vereador Dr. Luiz Fernando, que destinou R$ 350 mil.

Os repasses foram realizados entre 2023 e 2025.


Edição EDIÇÃO 16965




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