A polícia encontrou indícios de tortura no caso do assassinato do vendedor Sandro José Nunes da Silva, de 33 anos, que morreu ontem à tarde no Pronto Socorro de Cuiabá (PSC). Ele foi internado após ser encontrado na segunda-feira à tarde na estrada do Coxipó do Ouro, em Cuiabá. Levado em estado grave ao PSC, ele apresentava sinais de espancamento, mas os ferimentos alguns cortes pelo corpo - não foram suficientes para provocar a morte. Segundo a delegada Anaíde Barros, entre os indicativos de tortura estão o rosto desfigurado e também pequenas perfurações pelo corpo. Sandro não conseguiu falar o que ocorreu com ele. Outra hipótese é que as perfurações tenham sido provocadas por inseto. A delegada acrescentou que Sandro esteve numa festa carnavalesca no pátio de um posto de combustível no bairro Tijucal, na madrugada de segunda-feira. Ele foi visto até as 5 horas comemorando o Carnaval nesse local. Conforme as investigações, no dia anterior ele brigou com o filho de um policial não se sabe se é policial civil ou militar e também teria esfaqueado uma pessoa. Ainda na segunda-feira, policiais o procuraram na casa da mãe dele para saber da tentativa de assassinato. Esses policiais desconheciam que ele estivesse desaparecido. No dia 28 de janeiro, o cunhado dele, identificado como Marcelo, foi assassinado a tiros no bairro Tijucal e ele disse saber quem eram os autores. Para os policiais que investigam a morte de Sandro, esse também poderia ser um motivo para o seu assassinato. No entendimento dos policiais, não é qualquer pessoa que possui a técnica de tortura, mesmo deixando marcas visíveis. Se torturou é porque queria saber alguma coisa. Exigia da vítima alguma informação, disse um policial. Anteontem à tarde, uma irmã da vítima foi ouvida na Delegacia e disse desconhecer os motivos do assassinato e tampouco a tortura sofrida pelo irmão. Ela relatou à delegada que o irmão trabalhava e não tinha problemas de relacionamento e não estava sendo ameaçado. Todas essas informações serão checadas e, em breve, o assassinato de Sandro José estará esclarecido, assegurou a delegada. Nos próximos dias, ela deverá ouvir mais pessoas, incluindo os policiais. (AR)