O vendedor Ubiratan Moreira Silva, de 29 anos, foi assassinado com uma facada no pescoço e ainda teve o rosto afundado por várias pancadas. A execução ocorreu ontem de madrugada, mas o cadáver foi localizado de manhã, num terreno baldio da divisa entre os bairros São Francisco e Jardim Passaredo, em Cuiabá. A princípio, o crime seria um acerto de contas envolvendo drogas. Policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) descobriram que a vítima tinha várias passagens por furtos ocorridos no bairro. Eles acreditam que Ubiratan praticava esses furtos para sustentar o vício na roupa dele os policiais apreenderam algumas trouxinhas de entorpecentes. Os policiais não descartam a hipótese de algum morador próximo, cansado de ter sido vítima de furtos constantes, tenha resolvido fazer justiça com as próprias mãos. O fato de não ter sido usado revólver reforça essa hipótese. O delegado Antônio Carlos Garcia, no entanto, descarta a hipótese de algum grupo de justiceiro estar por trás do assassinato. Não temos grupo de justiceiro por aqui. Isso não existe. O que pode ter ocorrido é que algum morador tenha se exaltado e praticado o crime. Mas essa pessoa ou grupo de pessoas deverão pagar pelo crime de acordo com a lei, frisou. O delegado suspeita também que o vendedor tenha sido vítima de algum traficante do bairro. Uma das hipóteses levantadas é que ele tenha dado banho comprou e não pagou drogas em alguma boca-de-fumo do bairro. Familiares de Ubiratan relataram aos policiais que receberam uma denúncia anônima para que a vítima não saísse de casa anteontem à noite, pois estava marcado para morrer. Essa mesma pessoa que ligou para a casa não detalhou o motivo. Mesmo assim, ele saiu para ir até uma lanchonete próxima de sua residência. Nos próximos dias, o delegado deverá ouvir familiares para obter mais detalhes a respeito da vítima. Queremos saber qual o motivo de ele estar sendo ameaçado de morte na noite do crime, explicou. Os policiais deverão ouvir também os freqüentadores da lanchonete na noite do assassinato. Segundo dados da própria delegacia, o tráfico de drogas é uma das principais motivações de assassinatos, assim como vingança e crime passional (motivado por paixão). A situação mais comum são casos de viciados que não pagam os traficantes e acabam sendo assassinados, observou um policial plantonista. (AR)