POLÍCIA
Sábado, 02 de Agosto de 2008, 14h:03
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BALANÇO
Trânsito matou mais do que homicídios no mês de julho
O trânsito matou mais que assassinatos na Grande Cuiabá nos últimos dois meses. Entre junho e julho, foram 44 mortes em acidentes no perímetro urbano da Capital e Várzea Grande, a maior parte atropelamentos ou envolvendo motocicletas. No mesmo período houve 41 assassinatos. A polícia computou 13 assassinatos em julho, o mês mais calmo dos últimos três anos. Em comparação com junho, que teve 29 execuções, a queda foi mais de 55%. Várzea Grande também acompanhou a queda de nove execuções, diminuiu para seis, sendo dois latrocínios (roubo seguido de morte). Apesar dos números positivos em julho, no ano já são 173 assassinatos nas duas cidades, um número considerado preocupante e que coloca a Grande Cuiabá como uma das regiões mais violentas do país. Para o delegado Márcio Pieroni, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), uma das explicações para a queda no índice de assassinatos pode ser a eficiência da Delegacia, que esclareceu cerca de 80% dos homicídios ocorridos em julho. Com isso, ajuda a inibir os homicídios. Temos várias equipes de investigadores eficientes que iniciam os trabalhos assim que são acionados. E todo esse esforço resulta no esclarecimento de mais de 80% dos crimes, um dos maiores índices do país, afirmou. O delegado tem a perspectivas da incorporação de novos policiais e delegados à DHPP nas próximas semanas. Os policiais sabem que a comemoração pelo número reduzido de homicídios é temporária, pois é um tipo de crime que não é possível prevenir. Quando a pessoa quer matar, ela mata, principalmente se for passional, observou um policial. LATROCINIO - A situação mais curiosa é que Várzea Grande diminuiu os homicídios, mas manteve o recorde de latrocínios, que é o indicativo maior de violência. Nos últimos dois meses, foram quatro roubos seguidos de morte. Um dos latrocínios ocorreu no dia 19 de julho no bairro Colinas Verdejante, onde o pedreiro José Vergílio Bonifácio, de 54 anos, foi assassinado após reagir a um assalto. Testemunhas disseram que ele não aceitou que dois rapazes tomassem sua bicicleta.