O instalador de outdoor Marcelo José da Silva, de 28 anos, foi assassinado com cinco facadas no pescoço por pouco, não foi degolado. O assassinato ocorreu ontem de madrugada, na praça localizada nos fundos do ginásio de esportes do bairro Planalto, em Cuiabá. A princípio, o crime seria um acerto de contas. Marcelo morreu sentado num banco da praça. Segundo policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o assassinato seria por vingança em razão de uma rixa antiga. O que chamou a atenção é que a vítima não tinha antecedente. Familiares disseram que R$ 95 que estava no bolso da roupa do morto desapareceram, mas nem o relógio nem o telefone celular foram levados. Conforme declaração de parentes, ele saiu de casa no início da noite, dizendo que iria logo ali, porém não mais retornou. Os pais ficaram preocupados, mas acreditavam que o rapaz voltaria no início da madrugada. Por volta das 6 horas, vizinhos avisaram os pais de que tinham encontrado Marcelo morto a facadas. Moradores próximos disseram que a praça é conhecida como fumódromo, uma referência a quantidade de viciados que freqüentam o local, principalmente no período noturno. A delegada Anaíde Barros, de plantão na DHPP, colocou uma equipe para trabalhar no caso. Ela deverá ouvir os familiares de Marcelo nos próximos dias. Esse é o primeiro assassinato do mês. Em junho, foram 29 execuções sendo 26 homicídios, dois latrocínios (um em Cuiabá e outro em Várzea Grande) e uma lesão corporal seguida de morte. Do total, Cuiabá teve 19 homicídios e Várzea Grande oito. O temor da polícia é de que o ano termine com mais de 300 execuções. É imprevisível falar de homicídios na Grande Cuiabá, mas de qualquer forma, o número é alto e continua sendo alto. Ninguém consegue explicar como tanta gente é assassinada, explicou um policial plantonista. (AR)