Apesar da revelação de dois casos apurados pela reportagem, o corregedor-geral da Polícia Militar, coronel Francisco Raimundo de Souza, afirma que não tem conhecimento de nenhum caso de homossexualidade dentro da corporação, muito menos de perseguição a essas pessoas. Desconheço qualquer caso, nem no meu comando nem em outros anteriores ao meu. Pode até existir, mas não tenho informações, ou como dizem por aí, deve estar escondido, declara. O coronel ainda enfatiza que, caso seja comprovada a existência de homossexual dentro da PM, ele será enquadrado conforme o Código Penal Militar, que prevê pena para a pessoa que comete atos de pederastia. O militar ainda terá que provar que sofreu perseguição. Quem disse isso é um mentiroso. A Corregedoria age de acordo com Código Militar e que segue a lei federal. De acordo com ele, o argumento de que há perseguição é desculpa para aqueles que faltam ao serviço, que chegam atrasados e que são punidos por isso. O código não aceita esse tipo de comportamento. O atual comandante da Polícia Militar, o coronel Campos Filho, também afirmou que dentro da corporação não há registro de casos de homossexualidade. Disse ainda que o papel da PM é transmitir à sociedade credibilidade e que, em casos de orientação homossexual, caberia investigação, conforme o Código Penal Militar, que pune atos homossexuais. (DC)