POLÍCIA
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009, 20h:54
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CRIME ORGANIZADO
Quinze devem ser presos por narcotráfico
Nos próximos dias, polícia deve chegar a mais envolvidos com a apreensão de 400 Kg de cocaína ocorrida no sábado, em fazenda do Pantanal
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A Polícia Civil pretende prender nos próximos dias ao menos 15 pessoas envolvidas com a apreensão dos 400 quilos de cocaína ocorrida no último sábado, em uma fazenda localizada na região de Mucambo, município de Barão de Melgaço (113 quilômetros ao sul de Cuiabá). Até agora, duas pessoas estão presas. Na lista também estão pessoas da alta sociedade de Cuiabá envolvidas com o tráfico. A polícia, no entanto, não forneceu os nomes para não atrapalhar as investigações. As prisões deverão ocorrer nos próximos dias. Segundo o delegado Anderson Garcia, da Gerência de Inteligência Policial (GIP), a droga saiu da Bolívia, ou da região de fronteira, em um pequeno avião. Ela foi descarregada na fazenda no dia 19 de maio. O carregamento de quase meia tonelada de drogas estava camuflado num local alagado a cerca de um quilômetro da sede da fazenda, localizada a cinco horas de viagem de Cuiabá. O entorpecente foi encomendado na Bolívia por integrantes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A droga seria levada para São Paulo e outros estados em veículos automóveis ou caminhões dividida em vários carregamentos. Com certeza, mais de um seria. Até porque correriam o risco de ter prejuízo, no caso de um carregamento único, destacou. O entorpecente com seu alto teor de pureza estava distribuído em 376 tabletes, divididos em 13 sacos plásticos com 30 tabletes cada. Para a camuflagem, os criminosos usaram duas lonas impermeáveis. Primeiro, jogaram uma lona, os sacos com a cocaína e, depois, embrulharam a droga. Para dificultar a localização, jogaram terra por cima. Nessa última investigação, a partir de quarta-feira, foi solicitado apoio do Ministério Público para realização de ato processual imprescindível na obtenção da materialidade do crime, salientou o delegado Marcelo Felisbino, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Esta foi a maior apreensão de droga realizada de uma só vez pela Polícia Civil nos últimos anos.