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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sábado, 29 de Junho de 2013, 13h:13

TRÁFICO DE DROGAS

Quatro policiais podem estar envolvidos

Operação já resultou na prisão do delegado João Bosco de Barros e da investigadora Glaúcia Alt e outros estão sob investigação da DRE

ADILSON ROSA
Da Reportagem
Mais quatro policiais civis estão sendo investigados na participação do esquema de extorsão e proteção a um consórcio formado por três traficantes de cocaína. As investigações estão a cargo da Corregedoria Geral da Polícia Civil que não confirma o número de investigados, mas que assegura que os trabalhos estão ocorrendo. Até agora, estão presos sob suspeita de participação no esquema o delegado João Bosco de Barros e a policial civil Gláucia Alt. Além deles, mais oito suspeitos foram presos durante a Operação Abadom. Apenas Marco Antônio da Silva está foragido. Na quinta-feira, o diretor geral de Polícia Civil, delegado Anderson Garcia, havia antecipado, durante a coletiva, que a prisão de um delegado de Policia e um policial é apenas “a ponta de um iceberg”, confirmando que mais policiais podem ser presos. “Teremos novos desdobramentos e com isso, poderão ocorrer novas prisões, pois havia negociações para liberar o traficante e também o entorpecente”, frisou. Muito cauteloso, o corregedor geral Luiz Fernando da Costa confirmou a continuidade das investigações, mas evitou citar números. “E se não for (quatro)? As investigações estão sigilosas”, observou. Alguns policiais, no entanto, acreditam que se, em sete meses de investigações não se chegou a mais suspeitos é porque não existem provas cabais da participação deles. As investigações iniciaram em dezembro do ano passado, tendo como foco o tráfico por atacado em Mato Grosso, que era dominado por três traficantes, que fizeram um consórcio para comprar droga mais barato na região da fronteira. “Falta prender um dos três principais sócios do esquema de atacado da droga”, informou a delegada Alana Darlene Cardoso, responsável pelas investigações. Segundo a delegada, em dezembro, foi preso J.L.C. suspeito de tráfico no restaurante que funciona como Rodoviária em Várzea Grande. Preso com um quilo de cocaína, revelou que havia comprado na cidade e iria levar o tablete do entorpecente para o interior do Estado. “A partir daí, descobrimos a existência de um Atacadão da droga em Várzea Grande, que abastecia todo o Estado. Em janeiro iniciamos a Operação Abadom”, explicou. Naquele mês os policiais chegaram até E.P.G., que estava com uma barra de pasta-base com 815 gramas. O entorpecente veio do mesmo atacadão. Em março os policiais identificaram os três chefões do atacado da cocaína. Na ocasião, foram presos mais dois suspeitos, uma mula e um gerente do esquema, com 2,5 quilos de cocaína, além de uma pistola 9mm. DEFESA - O delegado João Bosco de Barros, acusado de participação do esquema de extorsão e proteção a um consórcio formado por três traficantes de cocaína, disse estar tranquilo, pois acredita em sua inocência. Em conversa com amigo, disse que a única suposta prova que foi obtida contra ele foi uma gravação telefônica de 30 segundos com um dos suspeitos, que é seu primo. “Sou parente de meia cidade (de Várzea Grande), tenho primos que não acabam mais”, comentou com amigos. Os mesmos amigos disseram que a policial Gláucia Alt foi pressionada a falar até o que não sabia. Ela estaria menos tranquila. Acompanhado de seu advogado Paulo Taques, o delegado foi ouvido nesta sexta-feira na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e não deixou uma só pergunta sem resposta. O advogado confirmou que o delegado estava calmo. Segundo Taques, o delegado está esclarecendo ponto por ponto, pois tudo não passou de um equívoco. “O delegado (Joao Bosco) será ouvido quantas vezes forem necessárias”, informou. O delegado é acusado de prender um traficante e liberá-lo com um quilo de cocaína. O que chamou a atenção é o fato é a quantidade de entorpecentes em questão.

Edição EDIÇÃO 16959




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