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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sábado, 13 de Setembro de 2008, 11h:11

UNIRONDON

Quatro dias de reflexão sobre direito

Exposição e relato de temas relacionados ao universo jurídico a partir de experiências e conhecimentos de renomados profissionais que atuam no setor. Durante quatro dias, a reflexão em torno dessa pauta foi explorada de forma sistemática, envolvendo questões conceituais e curiosas pertinentes à ciência do Direito. Um prato cheio, uma rica jornada oferecida a estudantes do Direito, que compareceram maciçamente ao Hotel Mato Grosso Fazenda, sendo a grande maioria do Unirondon, instituição educacional cuiabana de nível superior, promotora do evento. O 8º Ciclo de Debates começou terça-feira e terminou sexta, obtendo um quorum que flutuou entre 800 e 900 pessoas diariamente, considerado muito bom pelos organizadores. “Não se trata de uma missão cumprida”, disse Manoel Randolfo, um dos coordenadores, ao ser inquirido no último dia: ”É o começo de uma reviravolta que busca a qualidade dos profissionais que vão atuar futuramente”, sentenciou Randolfo. Ele disse ainda que a jornada possibilitou a todos conhecer formas de pensar e pensar também por conta própria. “Escolhemos assuntos interligados e diferentes, optando por temas reflexivos”, emendou Saulo de Tarso Rodrigues, outro responsável pela coordenação. E chamou a atenção para a palestra que encerrou o evento, a cargo do especialista em direito criminal, Lúcio de Constantino, palestrante convidado que veio do Rio Grande do Sul para expor a sua experiência na palestra “A carta psicografada no Tribunal do Júri”. “Num processo de defesa de uma ré que estava presa há dois anos, usei com sucesso uma carta psicografada”, disse ao Diário Constantino, referindo-se a um caso que protagonizou a cerca de dois anos e que, inclusive, ganhou repercussão mundial. Os direitos humanos e a paz, e as duas décadas da nova Constituição Federal, atrelada aos desdobramentos sociais, foram temas recorrentes durante o Ciclo que, além da Unirondon, congregou a Unipam – Faculdade para o Desenvolvimento do Estado e do Pantanal Mato-grossense. A realidade do Judiciário do Estado também foi enfocada e coube ao desembargador Paulo Cunha, do TJ/MT. Ele mencionou a morosidade dos processos relacionando-a a questões estruturais, o que impede um fluxo mais satisfatório para uma sociedade cada vez mais judicializada. Cunha fez um raio X da instituição onde atua. Mostrou aos futuros advogados a situação profissional que irão enfrentar. “Os advogados podem e devem evitar os conflitos mais infrutíferos e trabalhar em ações mais procedentes”, apreendeu o estudante Henrique Luiz Pinto, do Centro Acadêmico de Direito, braço da Unirondon que também participou ativamente da idealização do evento.

Edição EDIÇÃO 16959




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