POLÍCIA
Sábado, 13 de Setembro de 2008, 11h:11
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UNIRONDON
Quatro dias de reflexão sobre direito
Exposição e relato de temas relacionados ao universo jurídico a partir de experiências e conhecimentos de renomados profissionais que atuam no setor. Durante quatro dias, a reflexão em torno dessa pauta foi explorada de forma sistemática, envolvendo questões conceituais e curiosas pertinentes à ciência do Direito. Um prato cheio, uma rica jornada oferecida a estudantes do Direito, que compareceram maciçamente ao Hotel Mato Grosso Fazenda, sendo a grande maioria do Unirondon, instituição educacional cuiabana de nível superior, promotora do evento. O 8º Ciclo de Debates começou terça-feira e terminou sexta, obtendo um quorum que flutuou entre 800 e 900 pessoas diariamente, considerado muito bom pelos organizadores. Não se trata de uma missão cumprida, disse Manoel Randolfo, um dos coordenadores, ao ser inquirido no último dia: É o começo de uma reviravolta que busca a qualidade dos profissionais que vão atuar futuramente, sentenciou Randolfo. Ele disse ainda que a jornada possibilitou a todos conhecer formas de pensar e pensar também por conta própria. Escolhemos assuntos interligados e diferentes, optando por temas reflexivos, emendou Saulo de Tarso Rodrigues, outro responsável pela coordenação. E chamou a atenção para a palestra que encerrou o evento, a cargo do especialista em direito criminal, Lúcio de Constantino, palestrante convidado que veio do Rio Grande do Sul para expor a sua experiência na palestra A carta psicografada no Tribunal do Júri. Num processo de defesa de uma ré que estava presa há dois anos, usei com sucesso uma carta psicografada, disse ao Diário Constantino, referindo-se a um caso que protagonizou a cerca de dois anos e que, inclusive, ganhou repercussão mundial. Os direitos humanos e a paz, e as duas décadas da nova Constituição Federal, atrelada aos desdobramentos sociais, foram temas recorrentes durante o Ciclo que, além da Unirondon, congregou a Unipam Faculdade para o Desenvolvimento do Estado e do Pantanal Mato-grossense. A realidade do Judiciário do Estado também foi enfocada e coube ao desembargador Paulo Cunha, do TJ/MT. Ele mencionou a morosidade dos processos relacionando-a a questões estruturais, o que impede um fluxo mais satisfatório para uma sociedade cada vez mais judicializada. Cunha fez um raio X da instituição onde atua. Mostrou aos futuros advogados a situação profissional que irão enfrentar. Os advogados podem e devem evitar os conflitos mais infrutíferos e trabalhar em ações mais procedentes, apreendeu o estudante Henrique Luiz Pinto, do Centro Acadêmico de Direito, braço da Unirondon que também participou ativamente da idealização do evento.