NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

POLÍCIA
Quinta-feira, 12 de Junho de 2008, 23h:14

CASO HEIDI

Polícia ouve família na próxima semana

Os familiares da oficial de justiça Heidi Aparecida de Almeida, de 34, que morreu após um procedimento cirúrgico reparador no nariz, deverão ser ouvidos pela Polícia Civil somente na próxima semana. O delegado Lindomar Aparecido Tópholi, da Delegacia do Complexo do Verdão, informou que foi instaurado inquérito para apurar eventual homicídio culposo (sem intenção). “Devemos ouvir na segunda ou terça-feira, dependendo da intimação. Com isso, será possível formalizar as denúncias. Vamos esperar também o laudo (de necropsia) e saber o que causou a morte”, explicou. Heidi foi submetida à cirurgia no Hospital Otorrino, em Cuiabá, no dia 30 de maio, e sofreu uma parada cárdio-respiratória. Logo após, foi transferida para outra unidade hospitalar, onde passou uma semana, mas veio a morrer na tarde da última sexta-feira. A família acredita que Heidi tenha sido vítima de negligência médica, dada a simplicidade do procedimento por que passou. O advogado da família, Juberly Soares Varella Júnior, relatou que a oficial de justiça do Tribunal Regional do Trabalho em Juína fez o procedimento cirúrgico na tarde do dia 30. Logo após deixar a sala de cirurgia, já no quarto e acompanhada da mãe, Eudenice de Almeida, a paciente reclamou de dor, quando foi medicada como dipirona. Por volta das 18h30, a mãe percebeu que ela estava com os lábios roxos e gelados. Ao procurar os sinais vitais, percebeu que a filha estava sem pulso. A mãe chamou a equipe médica, que tentou reanimá-la com uma massagem cárdio-respiratória, que acabou perfurando o fígado de Heidi. Foi quando a equipe decidiu pela transferência dela às pressas para o Hospital Santa Rosa, onde ela veio ter morte cerebral no dia 4 e seu coração parou de bater no dia 6. HOSPITAL - A diretoria do Hospital Otorrino publicou, na quarta-feira, nos jornais de circulação local, uma nota de esclarecimento sobre sua versão dos fatos. Assinado pela direção do hospital, o texto dá conta da capacidade da unidade em realizar procedimentos cirúrgicos de baixa e média complexidade, “possuindo estrutura necessária para manutenção da vida, inclusive para o atendimento de urgência e emergência”. A nota relata a versão do hospital quanto ao ocorrido no último dia 30 e ainda demonstra o repúdio da direção quanto à conotação de “falta de estrutura e comparações indevidas, pois somos conscientes do nosso papel perante a sociedade, pacientes, colaboradores e equipe técnica”, como consta no texto. A direção encerra o informe dizendo que vai aguardar a apuração dos fatos relacionados com a morte da oficial de justiça.

Edição EDIÇÃO 16959




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL