POLÍCIA
Terça-feira, 13 de Maio de 2008, 20h:29
A
A
ENTORPECENTES
PF queima 3 t de drogas apreendidas em MT
Montante foi recolhido também pela PRF e o Gefron. A maior parte é de cocaína, com 2,2 mil quilos; as demais são maconha e 401 pílulas de ecstasy
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A Polícia Federal (PF) fez ontem a incineração de mais de três toneladas de entorpecentes apreendidos em Mato Grosso. A maior parte da droga, 2,2 mil quilos era de cocaína. Outras 961 gramas de maconha, além de 401 comprimidos de ecstasy. As apreensões são resultado de operações realizadas pela PF, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron). Somente neste ano, as três polícias já apreenderam mais de 1,4 toneladas de drogas no Estado. Parte do que foi incinerado é do ano passado. Do total apreendido neste ano, 347 quilos foram em Cuiabá. Outros 531, em Barra do Garças, e 583 quilos, em Cáceres, umas das principais rotas do tráfico no Estado. A posição geográfica de Mato Grosso faz com que o número de apreensões, principalmente cocaína, seja elevada, disse o superintendente da Polícia Federal, Oslain Campos Santana. Mato Grosso é um corredor de passagem de drogas, acrescentou. Também houve apreensão de 20 quilos em Rondonópolis. Uma das apreensões ocorreu em fevereiro, no perímetro urbano da cidade de Geral Carneiro (441 quilômetros a leste de Cuiabá, no Vale do Araguaia). Foram 48 quilos de pasta-base de cocaína encontrados durante a abordagem de rotina a uma caminhonete L-200, conduzida por Luiz Fernando Krause, 39 anos. Geralmente, a cocaína apreendida no Estado vem da Bolívia, sendo que a maior parte tem como destino a região Sudeste do país. Já a maconha vem do Paraguai e se destina para o consumo no próprio Estado ou no vizinho Mato Grosso do Sul. O valor pago para aquisição da cocaína na Bolívia gira em torno de R$ 3 mil o quilo. Em São Paulo, cada quilo custa em média R$ 15 mil. Portanto, somente os quilos de cocaína incinerados valeriam mais de R$ 30 milhões. A última incineração feita pela PF ocorreu em novembro de 2007. Antes da queima, autorizada pela Justiça, a droga é submetida a testes, uma preliminar e outra definitiva, por peritos criminais da PF. O laudo irá subsidiar o inquérito aberto pela polícia. Todos os testes confirmaram que o produto é 100% puro. No caso da cocaína, por exemplo, chega-se a essa comprovação adicionando um reagente químico à droga. A mudança de coloração para o azul, como aconteceu com as amostras, comprova que a droga é alcalóide (substância extraída da natureza com ação fisiológica).