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POLÍCIA
Segunda-feira, 14 de Março de 2011, 20h:31

ESTUPRO DE VULNERÁVEL

Pai confessa molestar filha de 5 anos

Joumir Cruz, 38 anos, foi flagrado por sobrinho nu sobre menina e assistindo a filme pornô. Acusado contou detalhes à polícia

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O vendedor Joumir Dutra Cruz, de 38 anos, que confessou ter abusado sexualmente da própria filha de cinco anos de idade, foi preso em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável. O fato ocorreu anteontem à noite no bairro João Bosco Pinheiro, na região do Grande CPA, em Cuiabá. A ação foi descoberta pelo sobrinho do acusado, que viu pai e filha pelados assistindo a um filme pornográfico em DVD. O menino avisou alguns vizinhos, que se encarregaram de ligar para a Polícia Militar. A mãe da menina, informada do flagrante, não acreditou que a filha tinha sido molestada pelo próprio pai, embora a menina tivesse confirmado. Ela estava muito nervosa e não queria acreditar no fato. Também foi levada também para a delegacia. No entendimento dos policiais, a mãe estava tão convicta de que o pai não abusou sexualmente da filha que acabou levantando suspeitas. Os PMs acreditavam que a mãe fosse conivente com o marido, mas as suspeitas não se concretizaram e ela foi liberada. No Plantão Metropolitano, o vendedor não só confirmou o abuso da filha aos policiais plantonistas, como contou detalhes. Ele relatou que colocou o filme pornô no DVD e ficou pelado e também tirou as roupas da filha. Em seguida, os dois foram para o quarto e se deitou por cima da menina. Ele tocou nas partes íntimas dela obrigando-a a fazer o mesmo com ele. A criança apresentava alguns hematomas nos braços. “Ele falou com riqueza de detalhes (em relação ao abuso sexual), que nos deixou impressionados. Pior que fazer isso com uma criança é que se trata da filha dele. É algo perturbador”, observou um policial plantonista. Os agentes prisionais tiveram que colocá-lo em outra cela para que não fosse agredido por demais presos. Os policiais lembraram que a tendência nos crimes sexuais é a negação de autoria por parte dos acusados, principalmente pais e padrastos que alegam ser “fantasia” das crianças ou adolescentes. “Dificilmente algum acusado admite (o abuso sexual)”, explicou um policial. O término das investigações ficará a cargo da Delegacia de Defesa da Criança e do Adolescente da Capital, onde a delegada Liliana Murata irá ouvir novamente a menina. Policiais plantonistas informaram que a vítima receberá acompanhamento psicológico, pois tende ficar traumatizada.

Edição EDIÇÃO 16961




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