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POLÍCIA
Quinta-feira, 03 de Fevereiro de 2011, 20h:28

Não haveria outra forma de sair

Agentes prisionais que trabalham na Penitenciária Central do Estado (PCE) disseram que seria impossível os detentos fugirem pulando o muro. Para ganhar as ruas, os presos teriam que serrar 10 grades ou cadeados e somente após oito horas é que poderiam chegar ao último muro, que tem a consertina – um espécie de rolo de arame farpado em círculo por cima do muro. “Isso, se ninguém perceber nessas oito horas. Convenhamos, é praticamente impossível fugir pelos muros. As fugas que ocorrem são sempre pelo portão da frente. Quem tem dinheiro não fica preso porque é fácil sair”, explicou um agente prisional que trabalhou na Penitenciária Central do Estado, unidade considerada de segurança máxima. Numa das fugas, agentes prisionais disseram ter encontrado uma “maria-tereza” – corda confeccionada com pedaços de lençóis ou camisetas – pendurada num dos muros, simulando que um dos presos teria fugido por aquele caminho. “Sabemos que se tratava de uma fuga na qual alguém tentou disfarçar, apenas para justificar. Isso não engana mais ninguém. Todo mundo sabe como funciona o esquema porque preso não fica calado não. Ele conta o que acontece”, explicou um agente prisional. (AR)

Edição EDIÇÃO 16959




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