POLÍCIA
Terça-feira, 03 de Março de 2009, 19h:50
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CASO DOM AQUINO
Metade de gangue já está na cadeia
Informações do pai da menina morta em tiroteio têm ajudado a Polícia a prender os assassinos; todos integram grupos de delinquentes do bairro
DANA CAMPOS
Da Reportagem
A Polícia Militar prendeu, na tarde de ontem, Ezio Rosa da Silva, de 19 anos, envolvido em um tiroteio ocorrido no último sábado, no bairro Dom Aquino, em Cuiabá. Durante o ato terrorista, a pequena Ana Carolina Nunes de Lima Silva, de dois anos, foi morta com um tiro no peito. Além dela, outras cinco pessoas foram atingidas, porém sem gravidade, por balas disparadas pelos membros da quadrilha Aldeia. Sem resistir à prisão, Ezio foi preso na casa do pai, no bairro Parque Cuiabá. Conforme a explicação do tenente-coronel da PM Jadir Metello da Costa, o pai de Ana Carolina, o frentista Roberto de Souza Lima, 25, tem sido a peça-chave para o êxito nas buscas. Ele tem as descrições de todos os participantes da quadrilha envolvidos no homicídio, afirmou o oficial. De acordo com Roberto Lima, no dia do crime, seis rapazes todos moradores do bairro Dom Aquino e conhecidos dele pararam no posto de gasolina Santa Elisa, onde ele trabalha. Segundo conta Roberto, eles estavam em três motos, sendo duas do modelo CG-125 de cor preta, e uma Twister vermelha. Eles abasteceram cinco reais em cada moto e saíram sem pagar. Antes de ir embora, ele (Ezio) disse: Avisa os trouxas lá que vamos descer atirando, relatou o pai de Ana Carolina. Após a prisão, Ezio Silva foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para prestar depoimento ao delegado Marcio Pieroni, que preside o inquérito. Até o momento, a polícia conseguiu prender três dos seis envolvidos na tentativa de chacina. Dois deles Cleverson Patrick Ferreira do Carmo, 20, e Adriano Pereira de Oliveira, 27, conhecido popularmente como Black, foram presos em flagrante, além de Ezio Silva, detido ontem pela Polícia Militar. Continuam foragidos Adilson Matheus Pereira de Oliveira, 19, popularmente chamado de Nenê, Deyvid Cardoso Campos, 21, e outro identificado apenas como Edson Beiçola. Segundo o delegado Pieroni, a bala que atingiu Ana Carolina partiu da pistola manuseada por Nenê. Irmão de Adriano, Adilson (Nenê) já tinha um pedido de prisão preventiva desde o ano passado. Conforme relatos de moradores, Nenê teria matado pelo menos quatro pessoas no bairro. Além de Ana Carolina, outro que teria sido assassinado por ele seria o filho da dona-de-casa Solange do Nascimento Maciel, 42. Conforme o tenente Jadir, o homicídio de sábado foi resultado de uma rixa entre as quadrilhas do Copagaz e Aldeia. Além delas, segundo moradores, há também outras duas quadrilhas, a Morro do Tambor e a Brejinho.