NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sábado, 31 de Maio de 2008, 14h:19

DELINQUÊNCIA

Mais menores localizados com armas em VG

Com população 2 vezes menor que Cuiabá, jovens da cidade industrial, entre 13 anos e 17, foram encontrados com 143 armamentos desde janeiro de 2007

ADILSON ROSA
Da Reportagem
Embora com uma população duas vezes menor, Várzea Grande apreende mais armas em poder de adolescentes do que Cuiabá. De janeiro do ano passado até sexta-feira, foram 143 armas – a maior parte revólveres – retiradas de circulação e que estavam com adolescentes cuja idade variava de 13 anos a 17. No mesmo período, a polícia da Capital apreendeu 131 armas com menores. No entendimento de delegados e comandantes de batalhões da PM das duas cidades, não existe uma explicação plausível para tantas armas em Várzea Grande. Elas correspondem a um verdadeiro arsenal, duas vezes maior que Cuiabá. Na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) de Várzea Grande, a prisão por porte ilegal de arma está entre os principais atos infracionais cometidos pelos garotos. “Temos casos de assalto também, de menor preso com arma, mas a maior parte é porte ilegal mesmo”, explicou um policial. Segundo o delegado Regional de Várzea Grande, Antônio Carlos Garcia, a maior parte dos revólveres apreendidos são produtos de roubos ou furtos, principalmente em casas da cidade. Lembrou que muita gente compra arma ilegalmente e a deixa em casa ou em comércio para se proteger. “Na hora de registrar a ocorrência, a vítima do assalto não relaciona o revólver ou pistola na lista dos produtos roubados. Ninguém vai dizer que tinha uma arma irregular escondida em casa”, observou o delegado. Garcia lembrou que essas armas são contrabandeadas, geralmente do Paraguai. Na Delegacia do Adolescente, os infratores confirmam em parte as informações do delegado. Alegam aos policiais que adquirem o armamento de outros garotos. O preço varia de R$ 200 a R$ 600, mas nunca informam quem as forneceu. Apontam geralmente uma pessoa do bairro, mas dizem não saber o nome dela. “Os infratores não entregam quem lhes vendeu. Faz parte do código entre os criminosos”, explicou policial. Os adolescentes chegam à delegacia negando que estivessem se preparando para praticar algum assalto, como suspeitam os policiais. Argumentam estar sendo ameaçados por outros adolescentes. A partir daí, compram o revólver e começam a desfilar com ele na cintura. “Ele (os infratores) são quase unânimes em afirmar que estão sendo ameaçados”, completou o policial. O número – também alto – de armas apreendidas com garotos em Cuiabá poderia ser maior. Neste ano, foram 31 armas localizadas na Capital contra 33 em Várzea Grande sendo a maior parte das apreensões realizada por policiais militares em bairro periféricos. Para o chefe de operações da DEA da Capital, Wlademire Lima Barros, o número real de apreensões seria o dobro. “Acontece que muitos adolescentes são presos durante assaltos em companhia com maiores. Se a arma estiver com o maior, ela não fica aqui (na delegacia). É anexada no flagrante do maior na outra delegacia e não entra na nossa estatística”.

Edição EDIÇÃO 16959




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL