POLÍCIA
Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009, 01h:01
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TRIPLO HOMICÍDIO
Justiça decreta preventiva de assassino
A Justiça decretou a prisão preventiva do desempregado Moacir Gonçalves Júnior, de 34, acusado de praticar o triplo assassinato da ex-esposa, a dona-de-casa Alessandra de Paula Leandro, de 29, do padrasto dela, Levi Monteiro de Souza de 45, e da sogra, Maria Aparecida de Paula Leandro, de 44. O crime ocorreu no dia 8 de setembro. Com a prisão decretada, o delegado Antônio Esperândio acredita que ele poderá ser localizado em breve. Desde a chacina, policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) estavam à sua procura. Foram a diversos endereços, mas não o localizaram. Eles suspeitam que ele tenha se escondido em outra cidade onde tem parentes. Moacir não aceitava a separação e acabou se vingando da ex-esposa. Testemunhas disseram que Moacir entrou na casa pelos fundos. Na frente, funciona uma madeireira e os funcionários também estavam almoçando. Inicialmente, executou a ex-esposa com vários tiros na cabeça. A sogra, que estava com o prato do almoço na mão, também foi baleada na cabeça. O padrasto de Alessandra tentou correr, mas acabou atingido e morreu no local. Maria Aparecida foi levada em estado grave ao Pronto-socorro de Cuiabá (PSC), onde passou pelo box de emergência, mas morreu horas depois. Após o crime, Moacir fugiu novamente pelos fundos. Os funcionários só foram perceber a chacina no momento em que entraram para chamar os patrões. Um dos funcionários chegou correndo aqui na delegacia dizendo que haviam matado dois lá na empresa. Então, fomos de imediato verificar o que tinha ocorrido, informou um policial de plantão na Delegacia do Coxipó. Os policiais informaram que quatro dias antes, Alessandra procurou a delegacia reclamando que estava sendo ameaçada pelo ex-marido. Ela não se sentia segura em casa. Como a audiência na Vara de Crimes Domésticos da comarca de Cuiabá estava marcada para o dia seguinte, o delegado plantonista abriu mão de pedir medidas protetivas. Alessandra recusou pernoitar numa casa de amparo à mulher e foi dormir na casa de uma amiga. Ela acreditava que, com isso, Moacir não a procuraria. O ex-marido, no entanto, estava obcecado em ficar com a esposa, observou um policial plantonista. De acordo com uma amiga de Alessandra, na audiência, Moacir chegou a ameaçar a ex-esposa na frente da juíza, pois não aceitava a separação. Mesmo assim, ele foi liberado e Alessandra voltou para casa. Como medidas protetivas já estavam em vigor, Moacir estava proibido de se aproximar de Alessandra. O casal tinha dois filhos, um de três e outro de dois anos, e moravam com a mãe. (AR)