Jardineiro confessa mortes e é condenado a 26 anos
Em menos de 15 dias, o jardineiro Edinho de Paula Ventura, de 20 anos, foi condenado a 26 anos de prisão em dois assassinatos ocorridos dias após ele ter completado 18 anos. Como já tinha três anos por roubo, a pena chegou a 29 anos. Ele foi sentenciado a 13 anos de prisão pelo assassinato de Rodrigo Vicente da Cruz, de 21. O crime ocorreu no dia 15 de junho de 2005, no Jardim Vitória. Rodrigo foi executado com três tiros, nas proximidades da Fundação Bradesco. Edinho foi condenado por homicídio qualificado - motivo fútil e recurso que dificultou a defesa por parte da vítima. Durante o julgamento, Edinho confessou o assassinato. Disse que Rodrigo estava sentado na lanchonete do bairro. Armado com uma pistola 380mm, ele se aproximou e atirou uma única vez na vítima. Explicou que havia se desentendido anteriormente com ele e resolveu executá-la. Edinho alegou também que Vicente queria acertá-lo e, por isso, se antecipou. Fui eu mesmo que atirei. Estava com dois menores na hora do crime, confirmou. Disse que após atirar, fugiu apressadamente e não sabe quem acertou mais dois tiros. Minutos antes do crime, o jardineiro estava assistindo TV na casa de um amigo e lá, encontrou-se com um dos cúmplices. Este, então, disse que saberia onde encontrar Rodrigo. Como estava armado, resolveu ir junto e lá assassinou seu desafeto. Cerca de 20 dias depois, Edinho foi preso. Antes da execução de Rodrigo, Edinho participou do assassinato de Odenil Aluísio de Nazário, ocorrido no mês anterior. Por essa execução, foi condenado a mais 13 anos de prisão. O jardineiro também confessou a participação no crime. Relatou que estava numa festa no Jardim Vitória e ao sair, pegou um revólver e atirou três vezes em Odenil. (AR)