Investigadores se mobilizam por reestruturação de carreira
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Em operação tartaruga, cerca de 50 investigadores realizaram ontem manifestação em frente à sede da Polícia Civil, em Cuiabá. O propósito do que chamaram de apitásso foi chamar a atenção da diretoria do órgão para que intervenha em nome da categoria junto ao governo do Estado. Os investigadores tentam pressionar o governo estadual a implantar o projeto de reestruturação da carreira com nível superior. Os investigadores estão em seus postos de trabalho, mas não estão investigando, disse o presidente do Sindicato dos Investigadores e Agentes Carcerários (Siagespoc), Cledison Gonçalves da Silva. Em todo o Estado são 1.750 investigadores em operação tartaruga, deflagrada no dia 30 de novembro. O movimento grevista prejudica os trabalhos nas delegacias. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, por exemplo, tem apenas um investigador tomando conta do prédio. Cledison da Silva lembrou que o governo do Estado pediu prazo para avançar nas negociações. A categoria concedeu 60 dias. No entanto, o governo não apresentou nenhuma proposta. Existe a possibilidade de escrivães e delegados aderirem ao movimento, disse. Conforme Cledison da Silva, o salário hoje para quem entra já com nível superior é de R$ 1.370, de nível médio. O que reivindicamos é a reestruturação da carreira. Enviamos a proposta de salário inicial de R$ 2.333, mas não foi aceita. O governo ficou de analisar uma contraproposta, mas não apresentou nada, comentou. Para tentar encontrar uma saída para o impasse, o governo do Estado marcou uma reunião com representantes da categoria para hoje à tarde.