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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

POLÍCIA
Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011, 20h:42

MISTÉRIO

Homem é encontrado morto no PSC

Vítima de atropelamento, rapaz ficou mais de doze horas agonizando no corredor do Pronto Socorro de Cuiabá sem receber atendimento

ADILSON ROSA
Da Reportagem
A Polícia investiga a misteriosa morte de Everson Gomes de Souza, de 28 anos, que foi encontrado com rigidez cadavérica dentro da sala azul do Pronto Socorro de Cuiabá (PSC). Ele foi levado no sábado à tarde por um carro do Samu, após ser atropelado por um motociclista no bairro Princesa do Sol, em Várzea Grande. Familiares relataram que o procuraram duas vezes no PS, após o acidente, mas não obtiveram informação alguma. Everson, que sofreu traumatismo craniano e ferimento no pé esquerdo, teria morrido no início da manhã de sábado, mas somente, às 12h10min foi localizado por médico plantonista. A princípio, o médico acreditava se tratar de morte natural e chegou a acionar o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) do Hospital Júlio Müller, mas foi informado de que a vítima sofrera lesão externa. Pelas contas da Polícia, Everson ficou cerca de 12 horas ou mais agonizando no corredor do Pronto Socorro, sem atendimento. A morte dele foi constatada, cerca de 18 horas após dar entrada no setor de emergência. O cadáver só foi liberado, por volta das 17h30min, quase 24 horas após dar entrada com traumatismo craniano. Segundo policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), não havia informação alguma a respeito da vítima. “O prontuário não estava pronto. Isso deveria ocorrer quando o paciente desse entrada no setor de emergência”, reclamou um dos policiais. Até o primeiro atendimento, não havia ficha de entrada do paciente, deixando o médico plantonista desorientado. Com isso, não foi possível até aquele momento saber quem trouxera Everson e quais eram seus sintomas ou mesmo o que teria ocorrido. Assim que o corpo retornou do SVO, o médico então, acionou policiais da DHPP que constaram a perfuração na cabeça. “Chegamos no Pronto Socorro, por volta das 17 horas. Foram quase 24 horas de desinformação”, reclamou um dos policiais. Até então, os policiais tinham dúvidas a respeito da lesão externa, pois o traumatismo craniano sofrido pela vítima poderia ter ocorrido de três maneiras distintas. “Pode ter sido vítima de queda de altura, pancada na cabeça, o que seria lesão corporal seguida de morte ou acidente de trânsito”, explicou um técnico em necropsia do Instituto de Medicina Legal (IML). No final da manhã, a família esclareceu as lesões. Com isso, a delegada Anaíde Barros deverá transferir as investigações para a Delegacia Distrital do Jardim Glória, em Várzea Grande onde será instaurado inquérito para investigar o acidente.

Edição EDIÇÃO 16959




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