Hammoud movimentava dinheiro do narcotráfico para Binho
Conforme as informações confidenciais levantadas pela Polícia Federal ao longo das investigações que culminaram na Operação Maranello, Munnir Hammoud mantinha três CPFs com os quais movimentava dinheiro adquirido com os negócios da quadrilha de narcotráfico comandada pelo amigo Edézio Ribeiro Neto, o Binho. Ele também assinava o nome de Ricardo Gonçalves de Oliveira, através do qual abriu contas bancárias para a organização criminosa. Por isso, era acusado de estelionato. Bico ou Turco, como também era conhecido o advogado assassinado ontem, chegou a morar no flat comprado por Binho na capital paulista. Ele auxiliava, segundo a PF, o amigo em qualquer tipo de serviço e viajava a São Paulo com passagens pagas por Binho. Foi Munnir Hammoud o responsável por depositar na conta bancária da empresa Aguajet Lava Jato e Acessoria (sic) Ltda., de propriedade de demais envolvidos no esquema de tráfico de drogas, valores transferidos para as factorings dos filhos de Alexandre Zangarini denunciado como o braço financeiro da organização criminosa e responsável pelo pagamento do traficante boliviano que era fornecedor da cocaína mediante operação de câmbio clandestina. Consta nos documentos confidenciais da PF que, em março de 2009, Hammoud fez um depósito de R$ 162.813 na conta da Aguajet na agência do banco Bradesco de Chapada dos Guimarães, que era usada para lavagem de dinheiro do tráfico. Do montante, a Aguajet enviou R$ 140 mil à empresa Infinity S.A., que remeteu o dinheiro à Bolívia mediante operação de câmbio ilegal.