Policiais do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) apreenderam na manhã de ontem quarenta pacotes contendo aproximadamente 34 quilos de cocaína. A droga estava escondida no compartimento localizado ao lado do tanque de combustível de um caminhão boiadeiro. Foram presos Evandro Mendes, que dirigia o caminhão, Jorge Marangon, que escondia a droga em seu sítio até ser colocada no caminhão, e Juliano Borges Alves, apontado pelos dois primeiros como proprietário da droga. Juliano foi preso três vezes em menos de um ano. Empresário em Cáceres, ele foi alvo na Operação Sapicuá (que investigou o tráfico de entorpecentes com o envolvimento de dezenas de pessoas da região que usavam assentamentos rurais na fronteira como entreposto da droga), depois liberado por falta de provas. A segunda prisão foi por tráfico de pedras preciosas e, agora, por tráfico de entorpecentes. O Gefron informou que foram cinco meses de investigações. O grupo usava o caminhão boiadeiro como disfarce para o transporte da droga, que saia da Bolívia em galões plásticos e era levada para o sítio de Marangon, no Assentamento Boa Esperança, região de fronteira. Lá, a droga era "mocozada" no caminhão e levada para Cuiabá. Desta vez, a entrega seria feita no bairro Verdão. Evandro declarou que o caminhão era alugado e que receberia 4 mil dólares pelo transporte. Depois da droga escondida, eles colocavam bois no caminhão e viajavam como se fossem levar o gado a um leilão. O gado é de propriedade de Marangon e os animais iam e voltavam servindo como disfarce. Há a suspeita de que a droga tenha sido transportada algumas vezes na genitália dos animais. Desta vez, a viagem seria com vinte animais. Eles foram examinados em um curral de uma fazenda, mas não estavam com droga escondida no corpo. O flagrante aconteceu às 9 horas da manhã, no posto de policiamento do Limão, a 40 quilômetros de Cáceres.