Uma menina de oito anos foi atingida por uma bala perdida no Bela Vista; ela estava do lado de um homem que seria o alvo do assassino
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Uma menina de oito anos foi atingida no tórax supostamente por uma bala perdida quando comprava um baguncinha (sanduíche popular) em um quiosque do bairro Bela Vista, em Cuiabá. Ialle Ieda de Souza Lopes estava próxima de Reinaldo Soares de Amorim, de 36 anos, baleado na cabeça, pescoço, ombro e punho. A dupla tentativa de assassinato ocorreu anteontem à noite, por volta das 22h30. As vítimas foram levadas por vizinhos ao Pronto-Socorro de Cuiabá, onde passaram pelo box de emergência. A menina foi levada ao centro cirúrgico e, Reinaldo está na sala vermelha. Policiais militares que atenderam a ocorrência informaram que o alvo dos tiros era Reinaldo, irmão do comerciante e proprietário do quiosque. Testemunhas relataram que um homem chegou na garupa de uma motocicleta em frente da casa da irmã de Reinaldo. Chamou a vítima pelo apelido e descarregou o revólver. "A menina estava quase ao lado comprando cachorro-quente e também foi atingida. Ela mora perto dali", explicou um dos policiais. Conforme o relato de testemunhas, o autor do disparo é um jovem conhecido como Odair. Quem pilotava a motocicleta seria Jonatan. Os dois são considerados o terror do bairro. Eles já mataram dois. Isso não pode ficar impune, relatou um morador. Familiares de Reinaldo explicaram que ele veio de Chapada dos Guimarães, onde reside, para fazer um tratamento dentário. À noite, resolveu ficar do lado de fora, quando chegaram os dois ocupantes e começaram a atirar. Havia mais duas pessoas perto que poderiam ser atingidas também. Os criminosos atiraram numa só e a bala acertou a menina. Mas tinha mais duas mulheres bem perto dele (Reinaldo), relatou a irmã. Moradores do bairro disseram que a dupla que atirou nas duas vítimas executaram um rapaz a tiros no início do ano, num local onde funcionava uma boca-de-fumo. Na ocasião, os moradores ficaram sabendo de que se tratava de uma rixa antiga. Outro crime ocorreu há cerca de dois anos num campo de futebol do bairro. Embora muita gente aponte a dupla como autora do crime, policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa disseram que não houve sequer uma denúncia anônima fazendo referência aos dois rapazes. O crime não teve testemunhas e ninguém ligou ao menos para o 197 para fazer denúncias anônimas, informou um policial da DHPP.