POLÍCIA
Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011, 20h:06
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CRIME DA QUINA
Gaeco prende mais um envolvido em mortes
Osmar Moreira, de 35 anos, é sobrinho do homem considerado líder do grupo que seqüestrou e matou o casal de garimpeiros ganhador do prêmio
ADILSON ROSA
Da Reportagem
O vendedor Osmar Rosa Moreira, de 35 anos, um dos participantes do assassinato do casal de garimpeiros ganhador da Quina, Raimundo Nonato Ferreira de Souza, de 45 anos, e Liliane Goes Saldanha, e o sequestro do filho do casal, foi preso ontem à tarde, numa quitinete no Jardim Itororó, em Várzea Grande. Osmar é sobrinho de Ivan Rosa Moreira, de 43 anos, apontado pela Polícia Civil como líder da quadrilha que sequestrou e matou o casal para roubar o prêmio de R$ 1,4 milhão. Segundo o coordenador do Grupo de Ação Contra o Crime Organizado (Gaeco), procurador de justiça Paulo Prado, o Ministério Público recebeu na semana passada um pedido de apoio da Promotoria de Justiça de Pontes e Lacerda para efetuar a prisão do acusado. No início desta semana, o Gaeco recebeu uma ligação com informações sobre o possível paradeiro do acusado e de que o mesmo estaria se preparando para fugir. A partir daí, a equipe de inteligência iniciou um trabalho de investigação e monitoramento, que acabou resultando na prisão do líder da quadrilha, informou. De acordo com a Polícia Civil, Osmar teve participação periférica nos crimes de sequestro, extorsão e morte do casal de garimpeiros. As investigações apontam que Osmar ajudou a movimentar a conta bancária do garimpeiro morto e ajudou o tio a gastar o dinheiro roubado. No planejamento da morte, na execução, ele (Osmar) não aparece. Surge depois com o dinheiro na conta, explicou um policial que participou das investigações. Conforme o Gaeco, Osmar responde ainda por roubo e dois homicídios, sendo um praticado no município de Nortelândia e o outro, pela delegacia do Capão Grande, em Várzea Grande. Osmar é o quarto preso em Mato Grosso envolvido no esquema criminoso, todos com a prisão temporária decretada. Além dele estão presos Luiz Paulo da Silva, Lauro Rosa Bueno e Ricardo Oliveira Queiróz. Em Cocoal (RO), foi preso Raimundo Pereira da Silva. O líder do bando, Ivan Rosa Moreira, continua foragido. Outro sobrinho dele, Valdenir Rosa Bueno, foi ouvido ontem de manhã na Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e foi liberado. Dias depois, a Polícia Civil de Rondônia prendeu em Cacoal o funcionário da Caixa Econômica Federal (Caixa) Sérgio Luiz Pereira Furtado, suspeito de ajudar os criminosos. Segundo o delegado Alexandre Bacarinni, da cidade, Sérgio trabalhava no setor de penhor e disse ao gerente que um amigo dele havia ganhado na loteria e estaria ajudando na aplicação. O sistema de segurança gravou encontro do funcionário com Raimundo Pereira, que usava documentos em nome da vítima. Toda a história começou em julho, quando o casal se mudou de Pontes e Lacerda para Cacoal, onde continuou trabalhando, e Raimundo Nonato ganhou sozinho na Quina. De lá, os dois resolveram retornar para Pontes e Lacerda. A notícia do prêmio milionário chegou até os ouvidos do xará do sortudo, que planejou o crime. Em outubro, o casal foi sequestrado e levado para a rodovia, onde foi executado. O bebê veio para Várzea Grande, ficando aos cuidados de um casal no bairro Nova Fronteira. Ivan pegou os documentos da vítima, colocou a foto dele e, em Cacoal, onde reside, conseguiu fazer vários saques no valor total de R$ 700 mil, relatou o delegado Luciano Inácio, da GCCO. O esclarecimento do crime ocorreu após policiais da GCCO desconfiarem de um grupo de rapazes que estava fazendo gastos adoidados. Descobrimos que o dinheiro vinha de Cacoal e, em contato com a Polícia Civil de lá, havia uma investigação sobre um sumiço de um casal em Pontes e Lacerda. Entramos em contato com Lacerda e descobrimos que haveria conexão entre os casos, explicou o delegado Luciano Inácio.