Maria Helena Figueiredo, mãe do adolescente morto anteontem no Complexo Pomeri, acusa a direção da unidade de negligência pelo fato de o filho estar na cela com dois adolescentes maiores de 18 anos. Ela disse que vai processar o Estado. Apesar de garantir que seu filho não era problemático, ela admite que o menor teve um desentendimento há duas semanas por conta de um boné, mas, segundo a mãe, o problema havia sido resolvido. O meu filho estava em outra cela. Era o primeiro dia naquela. Muito estranho ele ser morto bem no primeiro dia, disse. A família não aceita saber que o garoto foi morto por um jovem maior de 18 anos. Se é pra menor, por que tem gente maior de idade?, questiona. A Sejusp informou, por meio de nota, que não há irregularidade na presença de maiores de 18 anos que ainda cumprem medida sócio-educativa. Segundo o órgão, o direito é assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente até o interno completar 21 anos. O promotor da Infância e da Adolescência, José Antônio Borges, disse que, em alguns casos, quando há necessidade, eles devem ser separados por idade, tipo de crime ou por grupos, quando participantes de gangues. Mas o verdadeiro problema dali é a superlotação. O Estado precisa se conscientizar que é necessária a construção de outra unidade, acrescentou.