POLÍCIA
Segunda-feira, 09 de Junho de 2008, 20h:23
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NOVA MARILÂNDIA
Executores de soldado PM estão presos na Capital
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Os dois autores do assassinato do soldado PM Silvio Arrais Martins de Oliveira, 34, ocorrido quinta-feira em Nova Marilândia (cidade a 400 quilômetro da Capital) foram transferidos da Penitenciária Central de Cuiabá (antigo Pascoal Ramos) para o Anexo 1 do presídio, no bairro Centro América. Álvaro Barboza Cardoso, o Cafuné, de 41 anos, e Vancleiton Nascimento Picalho, de 22, estavam presos desde sábado à noite, após se apresentaram na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A dupla veio de avião para Cuiabá, pois temia ser morta por policiais militares caso fossem presos na região. Então, se esconderam numa fazenda e, no domingo, o irmão de um deles alugou um táxi aéreo que o trouxe para Cuiabá. Acompanhados de três advogados, eles queriam responder pelo crime em liberdade, mas estão com a prisão preventiva decretada pela comarca de Arenápolis. Na delegacia, Vancleiton confirmou ter atirado no policial. Relatou a delegada Anaíde Barros que estava na casa de Álvaro tomando cerveja e com o som alto. O PM apareceu para pedir para abaixarem o volume. Eles fizeram, mas o soldado apareceu novamente e chegou espancando o amigo. Então, entrou na casa, pegou uma espingarda calibre 12 e atirou três vezes acertando todas. Álvaro também alegou legítima defesa. Disse que foi agredido a tapas e depois por cassetete. Depois disso, andei sete quilômetros para não ser localizado pela polícia. Se fosse preso, não sei o que aconteceria. Temia pela minha vida, relatou. Então, ao parar num fazenda, combinou com um irmão e resolveu se entregar, junto com Vancleiton. O delegado de Arenápolis, Sérgio Paulo de Oliveira Medeiros, que também responde por Nova Marilândia, disse que os acusados foram reconhecidos por testemunhas do crime e que isso ajudou na imediata representação pela prisão deles. Conforme Sérgio, o motivo do assassinato de Silvio seria uma discussão gerada quando o policial, no cumprimento do dever, tentou pegar os dados dos acusados para lavrar um boletim de ocorrência. Testemunhas ouvidas no inquérito disseram que o soldado foi alvo de cinco disparos de arma de fogo, sendo uma espingarda calibre 12, que foi abandonada durante a fuga, e possivelmente um revólver calibre 38. Três projéteis atingiram o policial militar. Além da espingarda, no local do crime a polícia encontrou cartuchos de calibres 36 e 38. Álvaro e Vancleiton deverão ser transferidos para região, onde correrá o processo criminal.