A delegada Sílvia Pauluzi, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), descarta a hipótese de crime de homofobia no assassinato do vendedor de perfumes Umbelino Silva Nascimento, o Belo, de 50 anos, executado com várias perfurações à faca pelo corpo. Ele foi encontrado morto ontem à tarde na cama de seu apartamento, no térreo do bloco 57 do Residencial Santa Inez, em Cuiabá. Segundo a delegada, as investigações apontam para um acerto de contas entre a vítima e uma pessoa conhecida, que entrou no apartamento junto com Umbelino. Ela lembrou que um crime de homofobia é praticado geralmente por um grupo de pessoas que tem aversão a homossexuais, pois não os aceita. Neste caso, não vislumbro essa situação (de crime homofóbico). As investigações apontam para um único autor e conhecido da vítima, lembrou. Para o professor Clovis Arantes, do Grupo Livre Mente, são vários crimes envolvendo homossexuais e sempre da mesma forma, pois todos cometem o mesmo erro, que é não observar alguns pontos básicos de segurança. Infelizmente são vários casos e não é por falta de aviso, ressaltou.