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POLÍCIA
Quinta-feira, 12 de Julho de 2012, 20h:18

SORTE

Coincidência impede golpe na Domani

ADILSON ROSA
Da Reportagem
Uma grande coincidência impediu que um golpe fosse consumado e resultou na prisão de Rubens Carvalho dos Santos anteontem à tarde, em Várzea Grande. Ele tentou comprar um carro financiado utilizando documentos de Hildo José de Oliveira. Por sorte, uma pessoa conhecida de Hildo trabalha na concessionária e logo constatou que aquela negociação era, na verdade, um golpe. O falsário havia feito um precadastro por telefone na Domani Veículos em Várzea Grande e se preparava para buscar o veículo – um Fiat Pálio zero quilômetro – no valor de R$ 30 mil quando foi preso. Ele chegou com as pastas de documentos. Segundo policiais da Delegacia Municipal de Várzea Grande, o pedido do carro foi realizado na semana passada. A conhecida de Hildo, ao saber da compra, ligou para ele, que ficou surpreso e acionou os policiais. “Documentos com meu nome e foto dele. Só que meu RG é expedido em Goiás e o falso, por Mato Grosso. Não tenho a menor idéia de como ele conseguiu meus dados”, relatou a vítima a policiais da Central de Flagrantes de Várzea Grande. O falsário havia aberto uma conta no Banco do Brasil em nome de Hildo, que nunca foi cliente da instituição. Além disso, conseguiu bloquear o telefone fixo da vítima, que percebeu o aparelho mudo durante algumas horas no início da semana. Como seu telefone tem identificador de chamadas, havia várias ligações de um celular. Ele, então, ligou para o número registrado e tocou o telefone do falsário. Rubens marcou a compra do carro para quarta-feira à tarde. Assim que chegou na loja, foi preso pelos policiais que o aguardavam. Com ele, os investigadores apreenderam os documentos falsos. Na Central de Flagrantes, o golpista alegou que quem fez o cadastro foi um rapaz conhecido como Marcelo, que está com nome sujo na praça. Acrescentou que iria ganhar R$ 2 mil para comprar usando o nome de outra pessoa. No entendimento dos policiais, uma vez comprado o carro, o golpista iria revendê-lo e as prestações ficariam a cargo da vítima que iria descobrir quando chegasse um mandado de busca e apreensão. “É o chamado golpe do Finan. Quem compra sabe que o é carro irregular”, completou. (AR)

Edição EDIÇÃO 16964




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