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POLÍCIA
Terça-feira, 09 de Abril de 2013, 20h:01

SICREDI/NOBRES

Cinco pessoas indiciadas por roubo

Bando sequestrou a família do gerente e exigiu que o profissional entrasse na agência e retirasse R$ 100 mil para pagar o resgate

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) indiciou cinco pessoas pelo roubo à Cooperativa do Sicredi, localizada em Nobres (146 km ao médio-norte de Cuiabá), no dia 16 janeiro deste ano. O crime ocorreu na modalidade "Sapatinho", ou seja, quando a família do gerente é feita refém. A ação durou cerca de 3 horas. Os suspeitos Heverlon Rodrigues Campos, de 21 anos, o “Pepe”, Ulisses Batista da Silva, 29, conhecido por “Negão”, Joas Santos Bruno, 19, e Paulo Terra Junior, 37, o “Paulista”, foram indiciados nos crimes de extorsão mediante sequestro e formação de quadrilha. A mulher de Pepe, Laura Carla Figueiredo Torres, 21, também foi indiciada. Pepe é apontado como o líder da quadrilha e tem mandado de prisão por homicídio cometido no município. O bando teve o mandado de prisão preventiva representado pelo delegado chefe do GCCO, Flávio Henrique Stringueta. De acordo com as investigações, as reuniões preparatórias aconteciam na residência de Paulo Terra Júnior, que também tem passagem por roubo. Ele dividia uma casa com Joas Santos Bruno, em Nobres. Ulisses Batista da Silva é o único que não tinha residência fixa na região. Todos estão foragidos. No dia do crime, o gerente, a mulher dele e o filho de 15 anos foram rendidos em casa por três suspeitos armados e encapuzados. Primeiro, o bando pegou a mulher e a levou no carro da família, um Honda Civic, para uma região de mato, nas proximidades da cidade. Lá, ela ficou vigiada por um dos bandidos. Depois, eles retornaram com o automóvel até a casa, colocaram o gerente e o filho no veículo e foram até a agência. O bancário desceu do carro foi até a cooperativa e momentos depois entregou um malote de cerca de R$ 100 mil aos bandidos, que fugiram no veículo, levando o adolescente. O veículo e o refém foram abandonados nas proximidades do local, onde a mãe foi mantida. O delegado Flávio Stringueta informou que desde o início das investigações a Polícia Civil acreditava que os assaltantes eram amadores e possivelmente pessoas da região, pois estavam encapuzados e agiram de modo diferente de outros assaltos na modalidade “sapatinho”, iniciando a tomada da família pela manhã e não à noite como na maioria dos casos registrados. Segundo o delegado, o bando também teve o azar de esquecer um celular no bolso de uma roupa, deixada dentro do veículo da família abandonado. “Pela agenda foi só cruzar os números que se falaram”, disse. “Nessa investigação, ajudamos a prender em flagrante dois traficantes em Nova Mutum com 1.224 porções de pasta-base e dois em Nobres, e uma quadrilha de arrombamento de caixas-eletrônicos no Amapá”, acrescentou. O delegado Flávio Stringueta criticou ainda a forma rápida como o dinheiro foi entregue a quadrilha, sem nenhuma orientação da polícia. “Enquanto os bancos pagarem, os gerentes continuarão sendo vítimas desses grupos”, alertou. O inquérito policial foi encaminhado na semana passada à Vara Especializada de Combate ao Crime Organizado, Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Contra a Administração Pública de Cuiabá. AMAPÁ - As investigações do roubo a Cooperativa do Sicredi ajudaram a desarticular uma quadrilha que vinha agindo no Amapá (AP). Lá, seis criminosos foram detidos no dia 10 de fevereiro deste ano, numa operação denominada "Sapatinho Nobre". Policiais da GCCO encaminharam à polícia do Amapá fotos e nomes dos suspeitos, que tinham no dia 8 de fevereiro deste ano arrombado um caixa-eletrônico em Santana (AP), Eles levaram aproximadamente R$ 168 mil, em dinheiro. Dois dias após o furto ao terminal de autoatendimento, Eduardo Gonçalo dos Santos, de 23 anos, Ernandes Roni dos Santos, 27, Cleverson Almeida da Costa, 21, Everton Aparecido de Almeida Silva, 24, Carlos Antônio da Silva, 40, e Genésio Enfrasio, 37, foram presos em flagrante e indiciados pelos crimes de furto qualificado e formação de quadrilha. A polícia recuperou cerca de R$ 15 mil, em dinheiro, perfumes, roupas e eletroeletrônicos, comprados com o dinheiro recentemente furtado. (Com informações da assessoria)

Edição EDIÇÃO 16959




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