POLÍCIA
Terça-feira, 12 de Abril de 2011, 20h:55
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Chapeiro relata sequência do crime com frieza
Frio e calculista, o chapeiro Francisco Lima de Arruda, de 20 anos, confessou com detalhes o assassinato do estudante Robert Santana, de 19. Sem mostrar arrependimento, ele confirmou ter praticado o assassinato com outros dois cúmplices, Wellington Nunes da Silva, de 19, e Welington Gonçalves, de 23. O chapeiro ratificou que o crime ocorreu por causa da compra de drogas, mas esclareceu que não houve esquartejamento eles decapitaram Roberto e colocaram o cadáver num tambor e o carregaram num carrinho de mão. Segundo Francisco, o crime ocorreu na casa de Welington Nunes no dia 11 de novembro de 2009, de manhã, quando o estudante desapareceu. Ele (Robert) levou R$ 50 para comprar drogas para nós três (Francisco e os dois Wellingtons), mas fumou mais da metade e trouxe pouca droga. Então, ficamos revoltados, frisou. A partir daí, um se armou com um machado, outro com uma faca e outro com um pedaço de ferro. Começaram a matá-lo. Depois, cortamos a cabeça dele. Ninguém esquartejou nada. Parece que o corpo ficou separado porque ateamos fogo e o fogo queimou o tronco, que separou, relatou. Conforme o chapeiro, após o crime, os três pegaram um tambor de lixo que estava nos fundos e colocaram o corpo. Para esconder o cadáver, eles pegaram um carrinho-de-mão para tirar o tambor da casa e levá-lo até a região de chácaras. Não sei quantos metros a gente andou (com o corpo no tambor) porque não reparo em termos de distância. Mas a gente (os três criminosos) andou uns cinco minutos. Muita gente viu sim e sabia que era o corpo de alguém, acrescentou. Para disfarçar, levaram a mochila do estudante, que foi pendurada numa árvore e queimada. Ao chegar ao local, atearam fogo no cadáver, que foi dobrado para caber no tambor. A gente não esperou queimar tudo. Depois, fugimos, cada um para um lugar, completou. (AR)