Com a certeza de que ficará poucas semanas presa, a dupla Luiz Alberto Santana Moraes e Márcio Almeida Lima fez um pedido a reportagem do Diário. Solicitaram que não sejam chamados de bandidos ou ladrões. Embora sem fornecer detalhes, querem ser conhecidos como bancários noturnos. Os ladrões disseram que cometeram um crime de menor poder ofensivo o furto e ficarão presos por pouco tempo. A pena máxima é de quatro anos, mas nunca é aplicada. Antes do Carnaval, com certeza, já estaremos livres novamente, reafirmou um deles. Mas, de qualquer forma, o crime não compensa, complementou o cúmplice. Os assaltantes disseram que ficaram presos nas unidades prisionais da Grande Cuiabá onde conheceram vários integrantes de quadrilhas especializadas em roubo. Eles revelaram que quem atua nessa nova modalidade de crime arrombamento de caixa-eletrônico acaba tendo tratamento privilegiado entre os detentos, uma vez que conseguem amealhar muito dinheiro. Entre exemplos do tratamento diferenciado está a venda de produtos alimentícios a preços menores. Um refrigerante de dois litros é comercializado por R$ 20 e um pacote de bolacha recheada, até por R$ 10. É tudo caro, disse um deles. (AR)