Uma quadrilha fortemente armada composta de 15 integrantes invadiu um estacionamento na avenida João Ponce de Arruda, próximo de uma pizzaria e lava-jato, na região do Aeroporto em Várzea Grande, onde renderam o funcionário de plantão e roubaram cinco veículos sendo três picapes Hilux, uma picape Ranger e um Honda City. O arrastão ocorreu anteontem por volta das 22h30. Para policiais que atenderam a ocorrência, a ação seria sob encomenda de traficantes bolivianos a quadrilhas especializadas em roubo de picape. Os veículos atravessam a fronteira e o pagamento é feito em dólares ou em cocaína. Na Bolívia, as picapes são chamadas de vagonetas. Foram levados um Honda City cinza NJM 9972, uma picape Ranger prata OAT 0468 e as picapes Hilux preta AXR 1311 e as pratas OBI 4222 e GTO 8060. Os veículos que fazem parte do portfólio dos traficantes - ainda não foram recuperados. Segundo o gerente do estacionamento, dois homens - sendo um branco baixo e um moreno de estatura mediana chegaram dizendo que desejavam deixar um Corsa prata estacionado. No momento em que preenchia a ficha, um deles sacou um revólver e o rendeu junto com outros funcionários, que foram trancados numa sala. Em seguida, entraram entre 13 e 15 homens, todos armados, e roubaram os veículos. O número de carros roubados poderia ser maior se outras chaves de picapes estivessem à vista. Além disso, os bandidos já tinham uma lista de veículos que iriam levar, pois havia também automóveis nacionais, que não foram levados. Assim que se livraram das amarras, as vítimas acionaram a PM, que fez rondas pelas proximidades, mas os ladrões não foram localizados. As vítimas deverão registrar queixa na Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos da Capital. Elas também podem requerer, via Justiça, uma indenização. Os funcionários do estacionamento não souberam informar se algum dos veículos roubados possui rastreador, dispositivo que poderia ajudar o trabalho da polícia. Os policiais acreditam que os bandidos tenham escondidos os veículos em algum local da Grande Cuiabá por uns dias para poder levá-los até a fronteira. Além disso, as quadrilhas têm dia e hora certa para cruzar a fronteira em direção a Bolívia.