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Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

POLÍCIA
Terça-feira, 22 de Junho de 2010, 19h:51

ROUBO DE REVÓLVERES

Aumentam armas levadas de vigias

A polícia investiga uma onda de roubo de armas - principalmente revólveres - de vigilantes que trabalham em empresas prestadoras de serviço de segurança. Somente anteontem foram três armas levadas pelos bandidos, mas, desde a semana passada, foram registradas duas tentativa de roubo de revólveres de vigias que estavam em serviço. As vítimas reagiram atirando contra os ladrões e evitaram o roubo de seus revólveres. Para a polícia, os ladrões estão se armando para praticar alguma ação criminosa, possivelmente assaltos ou para alugar esses revólveres aos viciados em drogas. Estes últimos fazem assalto e, com o produto do roubo, conseguem sustentar o vício. O último assalto ocorreu anteontem, por volta das 19 horas, na entrada do Parque Zé Bolo Flô, no bairro Coophema, em Cuiabá. Segundo o vigia, ele foi rendido por um desconhecido que, armado com um revólver, o obrigou a se deitar no chão e entregar sua arma, um revólver calibre 38. “Ele (o assaltante) surgiu do nada. Quando vi, já estava com uma arma apontada para a cabeça e fui obrigado a entregar a arma”, relatou o vigia, que registrou queixa na Central de Flagrantes e de Ocorrências. A arma pertence à empresa na qual o vigilante trabalha. No outro caso, dois revólveres sumiram do armário da empresa que presta serviços ao Sesi Park, na Morada do Ouro. Os vigias que saiam do turno, por volta das 18 horas, notaram o sumiço de dois revólveres. Na última quarta-feira, três homens armados tentaram invadir uma empresa torrefadora de café, na BR-364, e só não conseguiram tomar o revólver do vigia porque este, de dentro da guarita, atirou nos bandidos que revidaram. No tiroteio, os assaltantes fugiram sem levar arma alguma. Na sexta-feira à noite, dois homens armados com revólveres pularam a cerca do prédio onde funciona o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e foram em direção a guarita. O vigia percebeu que estavam armados, atirou. Os ladrões revidaram e fugiram pelos fundos. “Eles iriam roubar a minha arma. Só pode, porque não tem mais nada por lá”, observou o vigia, que também registrou queixa na Central de Flagrantes e Ocorrências. Dois casos estão sendo investigados pela Delegacia do Complexo do Coxipó e os demais, pela Delegacia do Planalto. Os vigias serão chamados nas Delegacias para tentar fazer a identificação dos bandidos através das fichas criminais existentes nas delegacias. (AR)

Edição EDIÇÃO 16965




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