POLÍCIA
Sábado, 05 de Novembro de 2011, 13h:12
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JUSTIÇA
Assassinos de advogada são condenados
Abadia Paes Proença, Marildes Rodrigues de Araújo e Manoel Nunes da Silva foram sentenciados a mais de 20 anos de prisão cada um
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A Justiça condenou a mais de 20 anos de prisão cada um dos três participantes do latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou a advogada Ana Antônia da Cunha, de 68 anos, encontrada morta no dia 2 de junho do ano passado, em estado de decomposição. O processo foi desmembrado, pois o quarto participante do crime identificado como André Luiz ainda não foi preso. O comerciante Abadia Paes Proença, de 37 anos, foi sentenciado a 24 anos de prisão pelos crimes de latrocínio e ocultação de cadáver. Recentemente, ele havia sido condenado a oito anos por inventar que o juiz Leopoldino Marques do Amaral, morto em setembro de 1999, estava vivo. O vendedor Marildes Rodrigues de Araújo, de 36, foi condenado a 21 anos de prisão, também por latrocínio e ocultação de cadáver. Manoel Nunes da Silva, também a 21 anos, pelos mesmos crimes. Os três estão presos e a pena prevê o cumprimento inicial de dois terços em regime fechado. Ainda cabe recurso. Enquanto Marildes e Manoel deverão aguardar 14 anos para ganhar progressão de pena, Abadia teria que ficar preso por 16 anos para ter o mesmo benefício. A advogada foi assassinada com uma paulada na cabeça e deixada com mãos, coxas e pés amarrados. O cadáver só foi localizado 17 dias depois, trancado no quarto de sua casa, no bairro Araés, em Cuiabá. Nesse ínterim, os latrocidas tiveram tempo suficiente para revirar e esvaziar a casa. Para evitar que o cheiro de putrefação não se concentrasse, os criminosos ainda abriram algumas janelas do recinto. Abadia teria apenas assistido à execução. Além de duas motocicletas e uma picape Saveiro, os criminosos roubaram uma geladeira e outros objetos, principalmente talões de cheque e também documentos da vítima. Os policiais suspeitam de que esses materiais teriam sido usados para aplicar golpes na praça com o nome da vítima. Os policiais recuperaram uma motocicleta e a picape, além da geladeira. Conforme as investigações, Manoel teria ajudado a executar a advogada na entrada da cozinha levando a vítima para o quarto onde foi enforcada. A advogada ainda foi amarrada nos pés, nas coxas e mãos. Além disso, teve um pano para cobrir o rosto, conforme policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que atenderam inicialmente a ocorrência. Uma moto de Ana Antônia foi encontrada na casa de Luiz, o quarto participante do latrocínio, que se desentendeu com a advogada e ela, por conta disso, teria lhe acertado um tapa no rosto. Essa discussão teria sido o motivo do assassinato.