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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

POLÍCIA
Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009, 20h:19

SENAC

Assaltantes rompem caixa-eletrônico

Criminosos renderam vigilantes do espaço e começaram a furar equipamento. Porém, o alarme soou e os ladrões acabaram fugindo sem levar dinheiro

ADILSON ROSA
Da Reportagem
Os ladrões de caixa-eletrônico voltam a atacar. Ontem de madrugada, três homens armados com revólveres invadiram o prédio do Senac, na rua Jessé Pinto Freire, no centro da Capital, onde renderam os dois vigilantes e tentaram arrombar o caixa-eletrônico. Eles estavam com uma furadeira elétrica e chegaram a fazer alguns furos no caixa, na tentativa de desbloquear as gavetas com o dinheiro. Durante o assalto, o alarme soou e os ladrões fugiram levando os dois HTs (rádiocomunicadores) dos vigias. Segundo os vigilantes, os bandidos teriam pulado a cerca da frente e os surpreenderam no momento em que caminhavam pelo interior do prédio. Enquanto um dos ladrões apontava um revólver para eles, os demais arrebentaram uma parede de vidro para ter acesso ao caixa-eletrônico. O que chamou a atenção dos vigias é que os ladrões não estavam com maçarico. “Na fuga, os ladrões ainda deixaram o fio elétrico, mas levaram a ferramenta junto, assim como os dois radiocomunicadores”, explicou um dos vigias. Eles suspeitam que os bandidos tenham fugido em algum veículo estacionado nas proximidades. A princípio, o caixa que serve funcionários e alunos da escola profissionalizante estaria com cerca de R$ 100 mil em cédulas grandes – de R$ 100 e R$ 50. Para policiais da Delegacia do Complexo do Verdão que investigam o roubo, o uso da furadeira seria apenas uma etapa. A outra seria o uso do maçarico para poder cortar a lata do caixa e ter acesso às gavetas com dinheiro. “Cortar simplesmente o caixa não resolver. Se as gavetas não foram desbloqueadas, o dinheiro fica preso e ninguém pega”, explicou um policial. Ele lembrou que no assalto ao caixa-eletrônico da Câmara Municipal de Cuiabá, os ladrões conseguiram levar cerca de R$ 45 mil. No caixa, havia cerca de R$ 400 mil. Eles chegaram a cortar algumas gavetas, mas não tiveram acesso ao restante do dinheiro. O delegado plantonista, Eli Roberto Ferreira, solicitou perícia no local. Com isso, será possível descobrir se os bandidos deixaram alguma pista ou impressão digital. Os dois vigias deverão ser chamados nos próximos dias para tentar fazer o reconhecimento através de fotos existentes nas fichas criminais. Os vigilantes adiantaram que os assaltantes não os amarraram, como em outros roubos semelhantes. “Eles (os assaltantes) estavam calmos, não demonstravam ter pressa. Iria ficar muito tempo lá até conseguir o dinheiro”, observou um dos vigias.

Edição EDIÇÃO 16959




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