POLÍCIA
Sábado, 26 de Julho de 2008, 14h:08
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Acesso ao mundo das drogas é fácil, revela pesquisa
Não é difícil ter acesso a drogas como maconha, cocaína, solventes e crack, em Cuiabá. Pelo menos é o que mostra a pesquisa Uso de substâncias psicotrópicas feita junto à população de Cuiabá e aos alunos do segundo ano do ensino médio de escolas estaduais e particulares de Cuiabá. Segundo o estudo, a maconha é fácil de ser obtida para 69% dos entrevistados enquanto 21,5% não souberam informar e 8,7% acham difícil consegui-la. A faixa etária predominante dos usuários de maconha (8%) está entre 12 e 17 anos, seguida da faixa etária de 18 a 24 com 5,3%. Já a cocaína é de fácil obtenção para 53,6% dos pesquisados contra 18,7% que disseram ser de difícil obtenção e 27,7% que não sabem. A faixa etária dos usuários é jovem, sendo que 3,7% encontram-se na faixa de 18 a 24 anos e 2,7% entre 12 a 17 anos. Já 92,9% consideram fácil a disponibilidade de acesso a droga no bairro Sol Nascente, seguido do Residencial Paiaguás (87,5%) e Coophamil (75%). O crack ou pasta base é muito fácil de se obter, segundo os 42,3% pesquisados. Por bairro, a disponibilidade maior de acesso é no Sol Nascente (78%), seguido do Poção (70%) e Parque Atalaia (69,2). Além do álcool, tabaco e medicamentos com tarja preta, os entrevistados apontam ainda facilidades para adquirir a merla, heroína e solventes. Até ecstasy está fácil de ser adquirido aqui em Cuiabá, é só ligar para disk-drogas que consegue e alguns traficantes dão de graça para quem quiser experimentar pela primeira vez, disse em depoimento um dos entrevistados. O Jardim das Américas (70%), seguido do Parque Atalaia (64,1%) e Poção (60%) são os bairros em que os entrevistados afirmam ter maior disponibilidade de acesso à droga. A presidente do Conen/MT, Ana Elisa Limeira, entende que a demanda pode ser reduzida, mas falta um enfrentamento para se obter um resultado positivo. O estudo foi financiado pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso (Sejusp) é de 2006 e foi coordenado pelo Núcleo Interinstitucional de Estudo da Violência e da Cidadania (NIEVCI) do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) da UFMT.