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MUNDO
Sexta-feira, 24 de Julho de 2015, 19h:11

COMBATE

Turquia ataca reduto do Estado Islâmico

Turcos entram de vez na luta contra o Estado islâmico na região. Quase 3 mil membros do Estado Islâmico foram mortos na Síria em dez meses

A Turquia entrou de vez na luta contra o grupo Estado Islâmico. O país fez os primeiros bombardeios aéreos na madrugada de ontem contra posições dos jihadistas na Síria. O governo da Turquia já havia feito ataques anteontem, em resposta à morte de um militar turco em um confronto com jihadistas na fronteira do país com a Síria. Ontem de manhã, três caças F-16 atiraram quatro mísseis teleguiados que visaram três alvos: dois bairros e um local de reunião do grupo islâmico. O ataque foi feito na fronteira entre os dois países. Ao mesmo tempo, foi lançada vasta operação policial contra supostos extremistas do Estado Islâmico e rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, que é a tradicional oposição ao governo. Cerca de 5 mil militares turcos trabalham em 30 pontos da cidade de Istambul e outras 13 províncias do país. Foram presas 251 pessoas. Esta é a maior operação da Turquia na luta contra o terrorismo desde que o Estado Islâmico tomou áreas da Síria, no ano passado. Na segunda-feira, um atentado suicida reivindicado pelos jihadistas na cidade turca de Suruc matou duas pessoas. O governo turco anunciou a permissão para que os Estados Unidos executem operações aéreas contra o Estado Islâmico a partir da Base de Incirlik, no Sul do país. MORTES Pelo menos 2.927 membros do Estado Islâmico e quase 200 civis morreram em dez meses na Síria desde o início dos bombardeios da coligação liderada pelos Estados Unidos. Segundo a organização não governamental (ONG) Observatório Sírio dos Direitos Humanos, a maioria dos jihadistas eram estrangeiros e morreram nos ataques feitos pela aliança internacional contra os alvos do grupo istlâmico EI nas províncias de Al Raqa, Deir Al Zur, Al Hasaka, Alepo, Homs e Hama. Entre as baixas, figuram os nomes de importantes líderes jihadistas, mortos na segunda-feira, como Abu Osama Al Iraquí e Amer Al Rafidan. Além do Estado Islâmico, os bombardeios da coligação internacional têm como alvo a Frente Al Nusra, ramo sírio da Al Qaeda, que neste período perdeu 115 combatentes, incluindo vários dirigentes, em ataques contra as suas bases a oeste de Alepo e no norte de Idleb. Mohsen Fadli, dirigente militar da Al Nusra, foi um dos mortos no dia 8 de julho, confirmaram anteontem os Estados Unidos.

Edição EDIÇÃO 16965




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