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MUNDO
Segunda-feira, 11 de Novembro de 2013, 20h:17

FILIPINAS

Sobreviventes de tufão imploram por ajuda

O governo não confirmou as estimativas feitas por autoridades dando conta de 10 mil mortos devido ao tufão Haiyan, um dos mais violentos já registrados

Sobreviventes do supertufão que varreu a região central das Filipinas e matou até 10 mil pessoas imploravam por ajuda e vasculhavam os escombros em busca de água, comida e remédios, enquanto os militares e equipes de resgate trabalham no limite. O presidente das Filipinas, Benigno Aquino, declarou estado de calamidade em todo o país. Centenas de soldados estão de prontidão na localidade litorânea de Tacloban para conter saques, mas em uma cidade de outra região, ainda não alcançada pelas equipes de resgate e as Forças Armadas, há relatos de cenas apocalípticas de destruição. O governo não confirmou as estimativas feitas por algumas autoridades dando conta de 10 mil mortos devido ao tufão Haiyan, um dos mais violentos já registrados, mas o saldo está definitivamente bem acima dos 255 apontados oficialmente. As Forças Armadas na região central das Filipinas indicavam na segunda-feira um total de 942 mortos. "A situação está ruim, a devastação foi significativa. Em alguns casos, a devastação foi total", disse o chefe de gabinete do governo, René Almendras, em entrevista coletiva. Segundo a ONU, 300 a 500 corpos foram depositados em uma vala comum em Tacloban, local mais afetado pelo tufão na sexta-feira. Mais de 600 mil pessoas ficaram desabrigadas por causa da tempestade no país todo, e algumas delas não têm acesso a água, comida ou alimentos, segundo a ONU. ONDAS E VENTOS Devastada por ondas enormes e por ventos de até 378 km/h, Tacloban, 580 quilômetros a sudeste de Manila, recebe mantimentos e retira vítimas quase que exclusivamente por meio de três aviões militares que estabeleceram uma ponte aérea com a cidade de Cebu, próxima dali. Nos portões do aeroporto local, dezenas de moradores imploravam por socorro. "Ajudem-nos, ajudem-nos. Onde está o presidente (Benigno) Aquino? Precisamos de água, estamos com muita sede", gritava uma mulher. "Quando vocês vão retirar os corpos das ruas?" Estima-se que o Haiyan tenha destruído cerca de 70 a 80 por cento das estruturas em seu caminho ao avançar pelas províncias litorâneas de Leyte e Samar. O dano para essa região produtora de coco e arroz deve superar os 69 milhões de dólares, segundo relatório do Citi Research, com "enormes prejuízos" para a propriedade privada. Grande parte das mortes e dos danos foi causada por enormes ondas que inundaram as cidades e devastaram aldeias litorâneas, em cenas que as autoridades compararam ao tsunami de 2004 no oceano Índico. Corpos estavam espalhados pelas ruas de Tacloban, apodrecendo e inchando sob o sol forte, e criando mais um risco sanitário. Agências humanitárias internacionais dizem que a infraestrutura filipina de socorro já estava no limite antes do tufão, por causa do terremoto do mês passado na província central de Bohol e dos deslocamentos causados pelo conflito contra rebeldes muçulmanos na província de Zamboanga. O Haiyan, que chegou ao território vietnamita após perder intensidade em sua passagem pelo Mar do Sul da China, avança já reduzido a tempestade tropical em direção às províncias do sul da China.

Edição EDIÇÃO 16964




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