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MUNDO
Terça-feira, 07 de Dezembro de 2010, 20h:54

FUNDADOR DO WIKILEAKS

Promotoria nega pressão política pela prisão

Uma promotora sueca negou ontem que o mandado de prisão contra o fundador do site WikiLeaks, o australiano Julian Assange, tenha qualquer tipo de motivação política ou esteja ligado a seu trabalho de divulgar documentos secretos dos EUA. Assange se apresentou à polícia britânica ontem e permanecerá sob custódia até 14 de dezembro, após ter um pedido de fiança negado. Ele entrou na lista de procurados da Interpol (polícia internacional), após a Suécia ter emitido uma ordem de prisão internacional contra ele por estupro e assédio sexual. Ele nega todas as acusações e alega que o caso é apenas uma estratégia para desmerecer as revelações feitas por seu site. O Wikileaks é um site conhecido por divulgar documentos sigilosos. Embora no ar há alguns anos, ele ganhou destaque internacional neste ano, ao levar a público 77 mil documentos da inteligência americana sobre o Iraque e, nas últimas semanas, mais de 250 mil documentos secretos do Departamento de Estado dos EUA. "Quero deixar claro que não recebemos nenhum tipo de pressão, política ou de outro tipo", disse Marianne Ny, diretora da promotoria sueca, em comunicado. "Os promotores suecos são completamente independentes em suas tomadas de decisão", disse ela. O jornal "Aftonbladet" cita ela dizendo, em entrevista coletiva em Gothenburg, que não via nada que indicasse um complô. "A investigação criminal não tem nada a ver com o WikiLeaks. Tem a ver com ele pessoalmente", disse ela. Ao ser questionada se os EUA também procuram Assange, ela teria dito, segundo uma rádio sueca: "Nenhuma autoridade estrangeira pediu informações. Apenas jornalistas e pessoas buscaram informações". "Não divulguei um mandado de prisão europeu para que ele seja entregue aos EUA", disse ela, segundo a agência de notícias TT. EXTRADIÇÃO O juiz da primeira instância deve definir a data de uma audiência sobre a extradição. Isso deve ocorrer dentro de 21 dias a partir de sua detenção, nesta terça-feira. Se um juiz aprovar, sua extradição será autorizada. Ele ainda poder recorrer contra a decisão em instâncias mais elevadas.

Edição EDIÇÃO 16959




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